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Integrantes da UNECS se reúnem durante a ABAD 2015 FORTALEZA









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Comércio e serviços se unem em favor de objetivos comuns

A União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços - UNECS surgiu da percepção de que os setores de comércio e serviços no Brasil, embora representando uma enorme força econômica, não tinham peso correspondente nas decisões nacionais dos poderes legislativo e executivo.

Seria preciso elaborar uma estratégia de fortalecimento desses setores para que eles fossem efetivamente ouvidos nos debates sobre temas que afetam sua atuação e fazer valer seus legítimos interesses.

Por iniciativa da ABRAS, as principais entidades representativas do comércio e serviços foram chamadas para debater a questão, o que resultou na convicção de que seria necessário atuar de forma conjunta e organizada, somando esforços e aproveitando os pontos de convergência para criar a necessária sinergia e atuar de forma eficiente.

Assim, em 12 de novembro de 2014, foi criada a UNECS, um grupo formado por sete entidades, representadas por seus respectivos presidentes:

  • Fernando Teruó Yamada, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS);
  • José do Egito Frota Lopes Filho, da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD);
  • Francisco Honório Pinheiro Alves, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL);
  • Cláudio Elias Conz, da Associação Nacional de Materiais de Construção (Anamaco);
  • Nabil Sahyoun, da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop);
  • Paulo Solmucci Junior, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel);
  • José Paulo Dornelles Cairoli, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)

 

Essas entidades apresentam, em conjunto, mais de 20% dos empregos formais do país (9,91 milhões de postos de trabalho), mais de 16% do PIB, com R$ 1 trilhão de faturamento, 100% das vendas do food service e quase 65% das vendas por meios de cartões de crédito e débito no Brasil. 

Missão

A missão da UNECS é ser uma voz única para os setores de comércio e serviços, constituindo-se em um interlocutor de peso em todas as instâncias onde a representatividade desses setores se faça necessária.

Já as entidades integrantes também assumiram missões específicas. A ABAD tem um longo histórico de luta pela simplificação tributária.  A forma como os tributos são regulamentados no país tem se mostrado um grande entrave para todas as atividades do comércio, mas com efeitos especialmente danosos para os agentes de distribuição, que fazem o transporte de produtos por longas distâncias e atravessam as fronteiras dos estados, onde a profusão de normas e diferentes alíquotas acabam onerando consideravelmente o setor.

Dessa forma, a ABAD ficou responsável por elaborar estudos e propostas sobre esta importante pauta, cujo almejado sucesso irá repercutir de forma positiva em toda a economia.

É importante mostrar para o governo e para a sociedade que os setores bem organizados, atuando da forma correta, com ética e profissionalismo, podem contribuir para aumentar a eficiência econômica e a competitividade do país como um todo. “Atualmente, mais do que nunca, estamos precisando de ações que ajudem a impulsionar a economia de forma sustentável, e a modernização do sistema tributário é um importante passo nesse sentido. Queremos ser um exemplo da força da união”, afirma o presidente da ABAD, José do Egito Frota Lopes Filho.

Além disso, a mensagem é de que o governo precisa ouvir os setores produtivos, que são os primeiros atingidos por iniciativas tributárias cujo impacto tenha sido mal avaliado, ou implementadas de forma inadequada devido à burocracia, ou que parte de pressupostos incorretos. São questões contornáveis por meio do diálogo, e a UNECS quer dar a sua contribuição.

Por fim, convém ressaltar que a UNECS não é uma entidade jurídica e não tem grupo diretivo. A coordenação, feita no sistema de rodízio, é ocupada, no momento, por Fernando Yamada, da ABRAS.

Por que criar mais uma entidade?

Embora convergentes em muitos aspectos, os setores e suas respectivas entidades têm também diversas demandas específicas, o que de certa forma enfraquece a capacidade de uni-las informalmente em uma pauta comum.

A criação de uma nova entidade, mais abrangente, dá aos setores participantes maior isenção e legitimidade para fazer reivindicações junto ao Congresso e aos órgãos governamentais, tenho em vista que estão representando interesses muito mais amplos. É uma só voz, fortalecida, que fala em nome de todos.

Os temas tratados são fruto de consenso, selecionados e limitados em quantidade, para que não se perca o foco: atualmente, são apenas quatro temas, de fundamental importância: simplificação tributária, simplificação trabalhista, meios de pagamento e jornada de trabalho flexível.

Além disso, a existência da UNECS como entidade independente e com estrutura própria representa um ganho de eficiência do ponto de vista da organização e da operação. A alternativa seria as entidades integrantes alocarem parte de sua estrutura e de seu pessoal para tocar o trabalho da UNECS, provavelmente apenas em tempo parcial. Dessa forma seria mais complicado coordenar as atividades, haveria necessidade de controles em todas as sete entidades e ficaria mais difícil conseguir atuar de modo eficaz.

No formato escolhido, as entidades assumem papel de relevância na orientação do trabalho, cada uma assumindo uma pauta (tema) com a qual possui maior afinidade. Assim todos têm atuação estratégica, mas sem entrar diretamente na operação das atividades.

Pauta

Visando à desburocratização do ambiente de negócios no país, para 2015 e 2016, os temas a serem tratados com prioridade pela UNECS são:

  • Regulamentação dos meios de pagamentos (cartão de crédito, débito e voucher)
  • Simplificação tributária
  • Modernização da legislação trabalhista
  • Regulamentação do trabalho intermitente.

 

“Todos esses temas permeiam a maior parte das atividades econômicas, e cremos que, se forem bem equacionados, terão um reflexo altamente positivo na produtividade e competitividade das nossas empresas, ajudando a gerar crescimento, emprego e renda de forma sustentável e continuada”, afirma José do Egito.

O diretor executivo da UNECS, Alexandre Seabra, também destaca a relevância que esses temas têm para todas as entidades participantes.

Com relação às melhorias na estrutura de negócios nos meios de pagamento, Seabra afirma que a intenção é simplificar essas transações. “Nosso pleito é que todas as operações possam ser feitas com a utilização de um único instrumento eletrônico, ao contrário do que ocorre hoje, quando o empresário precisa ter diversos equipamentos em seu caixa para receber os cartões.”

Outra reivindicação é a de que sejam diminuídos os prazos de recebimento das compras feitas com cartão. “A média mundial é de quatro dias após a compra. No México, o recebimento é no dia seguinte. No Brasil, as administradoras repassam o valor 30 dias depois. Esse é um dos resquícios da cultura inflacionária que ainda não foi eliminado”, diz.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Junior, defende com veemência a regulamentação do trabalho intermitente. “A flexibilização do trabalho abre as portas do primeiro emprego aos mais jovens e cria um novo mercado capaz de reduzir o desemprego no país.”

Frente parlamentar

A UNECS também apoia a Frente Parlamentar Mista do Comércio, Serviços e Empreendedorismo, criada em abril de 2015 com o objetivo de organizar uma força legislativa que auxilie na formulação de diretrizes que apoiem os setores de Comércio e Serviços, tais como: simplificação da carga tributária, regulação dos meios de pagamento, estímulo à qualificação profissional, empreendedorismo e  desburocratização, entre outros.

A Frente é presidida pelo deputado federal Manoel Junior (PMDB – PB) e já conta com a adesão de 250 deputados e 21 senadores. 

A coordenação da Frente conta com os seguintes deputados: Rogério Marinho (PSDB/RN) - Vice-presidente Executivo;  Laércio Oliveira (Solidariedade/SE) - Vice-presidente Institucional; Arthur Virgílio Bisneto (PSDB/AM) - Vice-presidente Região Norte; André Moura (PSC/SE) - Vice-presidente Região Nordeste; Carlos Marun (PMDB/MS) -Vice-presidente Região Centro-Oeste; Marcelo Aro (PHS/MG) - Vice-presidente Região Sudeste e Luiz Carlos Busato (PTB/RS) - Vice-presidente Região Sul.