Copom mantém os juros em 6,5% com mudança no cenário externo

Segundo o Banco Central, o cenário externo se mostrou mais desafiador, além de apresentar volatilidade

O Banco Central surpreendeu nesta quarta-feira (16) ao anunciar a manutenção da taxa básica Selic em 6,5% ao ano, interrompendo um ciclo de queda de juros iniciado em outubro de 2016. Em comunicado, o Banco Central informou que os últimos indicadores de atividade econômica “mostram arrefecimento, num contexto de recuperação consistente, mas gradual, da economia brasileira.” Segundo o BC, o cenário externo se mostrou mais desafiador e apresentou volatilidade. “A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”, afirmou o BC em comunicado.

ATIVIDADE ECONÔMICA 1 – Confirmando uma recuperação mais lenta e incerta do que a previamente estimado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) encerrou o primeiro trimestre com baixa de 0,13%, após registrar queda de 0,74% em março. Essa foi a primeira variação trimestral negativa desde o fim de 2016. Em fevereiro, o indicador tinha recuado 0,10%, dado revisado de alta de 0,09%. Em comparação com primeiro trimestre de 2017, houve expansão, de 0,86%. O comportamento do indicador no mês de março foi influenciado pela queda de 0,1% da produção industrial, alta de 0,3% do varejo e variação negativa de 0,2% dos serviços.

ATIVIDADE ECONÔMICA 2 – O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o The Conference Board (TCB), recuou 0,8% em abril contra março, para 116,9 pontos. Das oito séries componentes, cinco contribuíram para a queda do indicador. No mesmo período, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais também caiu, perdendo 0,2%. “Após nove meses de altas seguidas, o Iace recuou em abril com os componentes de expectativas captando o sentimento de frustração em relação ao ritmo da retomada econômica”, afirma Paulo Picchetti, pesquisador da FGV.

VAREJO – Depois de registrarem queda no mês anterior, as vendas do comércio varejista subiram 0,3% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou na sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com março de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 6,5%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 3,8% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,7%. . As vendas do varejo de março ante fevereiro subiram em cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE. Na contramão, as vendas dos supermercados caíram 1,1%. No entanto, em relação a março de 2017, as vendas nos supermercados saltaram 12,3%.

SERVIÇOS – O volume de serviços prestados no país encolheu menos do que o previsto por analistas em março, frente ao mesmo período do ano passado, mas nada suficiente para mudar a percepção sobre o início de ano decepcionante no setor. Com a recuperação mais lenta da indústria e do mercado de trabalho, um início de retomada do setor neste ano permanece incerto. O volume de serviços no país recuou 0,2% na passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal, segundo Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. Quando comparado a um ano antes, a queda foi de 0,8%.

 

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