Índice do BC aponta leve alta de 0,09% para PIB do Brasil em fevereiro

A expansão do mês, no entanto, foi menor do que a média das estimativas das instituições financeiras, que sugeria variação positiva de 0,13%. Para analistas, retomada econômica ainda continua lenta.

Depois de começar o ano em terreno negativo, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou breve reação no mês de fevereiro. O indicador teve alta de 0,09%, após queda de 0,65% em janeiro, dado revisado de retração de 0,56%, na série com ajuste sazonal. A expansão do mês, no entanto, foi menor do que a média das estimativas das instituições financeiras, que sugeria variação positiva de 0,13%.

Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio Produto Interno Bruto (PIB). Em comparação com fevereiro de 2017, o índice tem alta de 0,66% na série sem ajuste. No ano, a variação é positiva em 1,8%.

PREVISÃO – O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas estimativas para o crescimento da economia brasileira, para 2,3% neste ano e 2,5% em 2019, de acordo com a edição do seu relatório World Economic Outlook, com perspectivas para a economia mundial. Os números são mais altos do que os apresentados em janeiro, quando o organismo multilateral esperava, respectivamente, expansão de 1,9% e 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa do Fundo para a economia mundial em 2018 foi mantida nos mesmos 3,9% de crescimento previstos em janeiro para o período, puxado pelas economias mais desenvolvidas como Estados Unidos, países centrais europeus e Japão, além da China, com a recuperação das exportações de commodities.

CRÉDITO 1 – O número de pessoas em busca de crédito cresceu 12,5% no acumulado do primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período anterior. Segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, esse foi o melhor resultado para um primeiro trimestre nos últimos sete anos, perdendo apenas para o período de 2010, quando a alta foi de 19,4%, e de 2011, cujo avanço atingiu 12,9%. Na comparação entre março e fevereiro, a procura cresceu 13,2%. Em relação ao terceiro mês do ano passado, a expansão foi de 5,5%.

CRÉDITO 2 – A procura das empresas por crédito cresceu 4,1% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. A expansão do interesse empresarial por empréstimo subiu 5,8% no acumulado do primeiro trimestre de 2018, o melhor resultado em três anos. A alta foi determinada pelo comportamento das micro e pequenas empresas, que cresceram suas demandas em 4,2%. Já nas médias empresas, houve retração de 1,7%. Nas grandes companhias, a queda foi de 1,1%. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a busca empresarial por crédito cresceu 6,1% entre micro e pequenas empresas. Nas médias, houve retração de 5% e, nos grandes grupos, o recuo foi de 2,1%.

VAREJO 1 – Em mais um sinal de que o consumo avança lentamente e compromete a retomada mais forte da economia como era esperado por analistas no fim de 2017, as vendas do varejo no Brasil caíram 0,2% em fevereiro deste ano influenciadas por alimentos e combustíveis. Foi o pior resultado para o mês desde 2015, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Analistas previam alta ao redor de 0,7% para o período. Com o resultado, o varejo ainda se encontra 8,5% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

VAREJO 2 – O movimento do comércio cresceu 0,3% em março sobre fevereiro, feito o ajuste sazonal, segundo a Boa Vista SCPC. Apenas um dos cinco segmentos avaliados registrou queda de atividade no período. As lojas de móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 0,4% no movimento ante o mês anterior. Principal ramo do varejo, supermercados, alimentos e bebidas registrou aumento de 0,3%. Na comparação com março do ano passado, houve alta de 1,1% no setor, com aumento de 4,6% em supermercados. No lado negativo, houve queda de 14,2% em outros artigos do varejo e de 0,9% em móveis e eletrodomésticos.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.