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ABADNEWS - 15/12/2017
INDICADORES
Consumo das famílias deve crescer quase 4% em 2018, prevê Ibre/FGV

  

Principal componente da demanda do Produto Interno Bruto (PIB), o consumo das famílias deve crescer 3,9% em 2018, perante um ano antes, apoiado sobre uma maior massa salarial (renda do trabalho e de outras fontes), de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Pelas contas da entidade, o consumo das famílias vai crescer, pelo menos, nos próximos cinco trimestres. No quarto trimestre de 2017, a alta projetada é de 0,8% frente aos três meses anteriores. Em 2018, os gastos das famílias vão crescer no primeiro trimestre (1,1%), no segundo trimestre (0,6%), no terceiro trimestre (1,4%) e no quatro trimestre (0,5%), sempre na série com ajuste sazonal.

 

CONSUMO 1: O consumo aparente de produtos industriais apresentou queda de 1,1% em outubro, na comparação a setembro, pela série com ajuste sazonal, divulgou na quinta-feira (14) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O indicador é composto da produção industrial doméstica, acrescidas importações e reduzidas exportações. Foi a primeira queda do indicador medido pelo Ipea desde julho deste ano (-1,97%). Quando comparado a outubro do ano passado, o consumo aparente está 8,1% acima do patamar visto naquele mês. Dessa forma, o desempenho acumulado em 12 meses acelerou na passagem de setembro (+1,1%) para outubro (+2,5%).

 

VAREJO: O volume de vendas no varejo recuaram 0,9% em outubro, na comparação com o mês anterior, pela série com ajuste sazonal, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o pior outubro desde 2008, quando o setor registrou queda de 1%. Em relação a outubro de 2016, contudo, o varejo cresceu 2,5%. No acumulado do ano, o comércio varejista registrou avanço de 1,4%. Nos 12 meses até outubro, a alta acumulada foi de 0,3%, o primeiro resultado positivo desde abril de 2015, como indicou o IBGE. A atividade de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo registrou queda de 0,3%.

 

JUROS: O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 7,5% ao ano para 7% ao ano, nova mínima histórica desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999, e acenou com a possibilidade de novo corte em 2018. O menor percentual até então foi de 7,25% ao ano, em outubro de 2012, mas durou apenas sete meses.  O BC ressalvou que “essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

 

EMPREGO: O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), deve continuar em patamar elevado nos próximos meses, exibindo sinais mais favoráveis do mercado de trabalho no curto prazo. A avaliação é do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) Fernando de Holanda Barbosa Filho, ao comentar o índice do mês. O IAEmp subiu 1 ponto entre outubro e novembro, para 103,9 pontos. Foi a terceira alta consecutiva do indicador.

 

INADIMPLÊNCIA: A inadimplência do consumidor no país caiu 2,4% em novembro na avaliação mensal com ajuste sazonal, diz a Boa Vista SCPC em relatório publicado nesta quinta-feira. Nos valores acumulados em 12 meses — de dezembro de 2016 a novembro de 2017, frente aos 12 meses antecedentes —, houve retração de 3,5%. Quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2016, o indicador cai 11,2%, acumulando no ano retração de 3,3% frente ao mesmo período do ano anterior, diz a pesquisa.

 

PIB: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou ontem a elevação de 2% para 3% na previsão de crescimento para o PIB em 2018, e de 0,5% para 1,1% no de 2017. Só a queda do juro deve ser responsável por 1 ponto percentual na alta de 2018. No anúncio, Meirelles aproveitou para dar a mensagem de que a aprovação da reforma da Previdência tem potencial de ajudar a economia brasileira em 2018 em proporção maior do que uma rejeição, já que o mercado financeiro teria incorporado apenas parcialmente nos preços a hipótese de aprovação do texto do deputado Arthur Maia (PPS-BA).

 

INDÚSTRIA: A Confederação Nacional da Indústria (CNI) espera crescimento em 2018, mas reconhece que "há uma incerteza muito grande" por conta do quadro eleitoral no próximo ano. A avaliação é do gerente-executivo de política econômica da entidade, Flávio Castelo Branco. Ele fez um balanço deste ano e projeções para 2018 ao comentar o Informe Conjuntural da CNI, divulgado nesta quinta (14).

 

CONFIANÇA: O nível de confiança do consumidor brasileiro com a economia e suas próprias condições financeiras ficou praticamente estável na comparação entre outubro e novembro de 2017, passando de 42,1 pontos para 41,9 pontos, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em relatório divulgado nesta quinta-feira. O resultado abaixo de 50 pontos mostra que a maior parte dos consumidores segue pessimista com a economia e a vida financeir

 

CRÉDITO 1: O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou queda de 0,6% na variação mensal com dados dessazonalizados. Em novembro a variação acumulada em 12 meses (dezembro de 2016 até novembro de 2017) caiu 1,8%. No acumulado no ano houve queda de 1,5% na recuperação de crédito. Na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve alta de 1,9%.

 

CRÉDITO 2: O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que o crédito no Brasil já está retomando e deve crescer em torno dos 4,2% no próximo ano, conforme pesquisa da entidade. O impulso virá, segundo ele, das pessoas físicas, cujos empréstimos devem crescer 5,7%.No caso dos empréstimos com recursos livres para pessoas jurídicas, de acordo com Portugal, o crédito deve aumentar 5,3%, considerando as previsões dos bancos.

 

SUPERMERCADOS: Durante a última Black Friday, no dia 24 de novembro, as vendas do varejo supermercadista cresceram 2,6% em relação ao mesmo período de 2016, segundo levantamento realizado pela Neogrid, empresa que coleta informações de mais de cem redes de varejos em todo o Brasil. O número de produtos vendidos chegou a ser 12 vezes maior quando comparado à semana anterior, como no caso do uísque. Entre os produtos mais procurados durante a data, lideram o ranking bebidas e eletrodomésticos.

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