Texto da Previdência será votado antes do recesso, diz Efraim

Deputado pediu à Unecs que comece a pensar no cenário pós-previdência e apoie a aprovação da reforma tributária e da MP da liberdade econômica

O presidente Emerson Destro esteve em Brasília na quinta-feira, dia 6 de agosto, para participar de um café da manhã com deputados e senadores da Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS) e membros da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Na ocasião, o presidente da FCS, deputado Efraim Filho (DEM-PB), afirmou que o texto da nova Previdência será votado antes do recesso parlamentar, que acontece em julho. “É um desafio, mas acho que conseguiremos votar”, avaliou.

Efraim falou abertamente sobre o andamento das pautas de interesse do setor de comércio e serviços no Congresso Nacional. “Tenho insistido para que os senhores identifiquem as pautas prioritárias do setor, para que haja conteúdo a ser levado ao governo. E chegamos ao fim do semestre com isso mais redondo, sabendo o que pedir. É necessário, ainda, pensar no pós-previdência de forma planejada e estratégica. Temos de trabalhar pela aprovação da nova Previdência, não como se a batalha já estivesse vencida, claro. Mas o setor precisa estar de olho na Reforma Tributária, na MP da Liberdade Econômica, na questão do lobby”, alertou.

O deputado federal Domingos Sávio (PSDB/MG), um dos vice-presidentes da FCS, afirmou que o problema do Brasil tem vários componentes. “Mas a solução passa, fatalmente, pela geração de empregos. A Reforma da Previdência é imprescindível, mas ela tem que ser acompanhada de uma série de outras ações”, cobrou. Os assuntos de interesse do setor representado pela Unecs também foram comentados pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que, além de membro da FCS, é o primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado.

“Tivemos um encontro extremamente produtivo em Brasília, com informações privilegiadas sobre as pautas macroeconômicas que afetam diretamente nosso setor. Temos de nos manter alertas e aproveitar as oportunidades para apresentar nossos pleitos. Dessa forma, vamos ajudar o país a investir, gerar emprego e voltar a crescer”, afirma Emerson Destro.

Além dos parlamentares da Frente, participaram do encontro o secretário especial da Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos Alexandre da Costa, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, e diretor presidente do Sebrae, Carlos Melles (veja outras reportagens nessa edição do ABADNEWS sobre os encontros com Carlos Costa e Marcos Cintra).  Também marcaram presença o secretário da Micro e Pequena Empresa, José Ricardo da Veiga, e o subsecretário de Desenvolvimento de Comércio e Serviços, Fábio Pina.

Os deputados federais Guiga Peixoto (PSL-RJ), Átila Lira (PSB-PI), Osires Damaso (PSC-TO), Laércio Oliveira (PP-SE), Francisco Junior (PSD-GO), Vítor Lippi (PSDB-SP), Hercilio Diniz (MDB-MG) e Charlles Evangelista (PSL-MG).

No final da manhã, os membros da Unecs também discutiram assuntos internos da entidade e receberam o diretor-presidente da Rede, Marcos Magalhães. Ele fez uma apresentação sobre o mercado de pagamentos no Brasil, dando destaque às mudanças ocorridas desde a década de 50. Apresentou também um dos novos produtos da Rede e enfatizou que é preciso mudar a forma como lidamos com o dinheiro.

Sobre a Unecs

Criada em 2014, a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços é formada pelas seguintes instituições: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A Unecs é responsável por 15% do PIB brasileiro; 65% das operações de crédito e débito no país e pela geração de 22 milhões de empregos diretos.

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