Termômetro ABAD aponta crescimento de 4,7% no acumulado do ano

O Termômetro ABAD – Inteligência de Mercado, desenvolvido pela ABAD em parceria com a NielsenIQ/Mtrix, aponta que o mercado de bens de consumo manteve trajetória positiva em maio, registrando crescimento tanto em preço médio quanto em ticket por PDV. De janeiro a maio de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, o levantamento mostra que o faturamento avançou +4,7%, as vendas (em volume) cresceram +0,6% e o preço médio subiu +4,1%. Já o total de PDVs aumentou +1%, e o ticket médio por PDV, +3,7%.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, a comparação isolada de maio de 2026 com maio de 2025 mostra um ambiente mais cauteloso para o Canal Indireto. No período, o faturamento apresentou retração de -1,5%, influenciado pela queda de -3,8% no volume de vendas. Ainda assim, o avanço de +2,8% no preço médio contribuiu para amenizar o impacto sobre o desempenho geral do setor.

No varejo alimentar, o acumulado do ano registra crescimento de +5,1% no faturamento, impulsionado principalmente pelo avanço de +5,1% no preço médio e de +5,2% no ticket médio por PDV. O volume apresenta estabilidade (-0,2%), enquanto a base de pontos de venda cresceu +0,6%. Regionalmente, o Norte lidera o crescimento em valor (+9,0%), seguido pelo Nordeste (+5,9%), Sudeste (+5,4%), Sul (+3,3%) e Centro-Oeste (+0,7%).

O food service segue apresentando resultados positivos no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, o faturamento cresceu +7,8%, acompanhado de aumento de +0,3% no volume de vendas e de +4% na base de estabelecimentos atendidos. O preço médio avançou +7,4% e o ticket médio por PDV registrou alta de +3,6%. Regionalmente, o Norte também lidera o crescimento do faturamento (+11,6%), seguido pelo Sudeste (+11,1%), Nordeste (+9,1%) e Centro-Oeste (3%). A região Sul apresentou queda de -0,2%.

Oportunidades

Para o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, os resultados de maio demonstram a capacidade do setor de manter o abastecimento e sustentar o crescimento mesmo em um ambiente econômico marcado por desafios para o consumo.

“Os dados de maio confirmam a importância estratégica do Canal Indireto para a economia brasileira. Mesmo diante de um cenário de maior seletividade do consumidor, o setor segue ampliando sua presença, atendendo mais pontos de venda e garantindo eficiência na distribuição em todas as regiões do país”, afirma Leonardo Miguel Severini.

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