Sebrae apresenta soluções de crédito para o pequeno varejo

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Como fazer com que as linhas de crédito disponibilizadas pelo governo cheguem até os empresários do pequeno varejo? Esse foi o principal tema da live organizada pela ABAD e pela ADASP nesta segunda-feira, 18 de maio. Com o tema “A empresa durante e depois da pandemia – Realidade e alternativas de acesso ao crédito pelo pequeno varejo”, a videoconferência teve a presença dos presidentes da ABAD, Emerson Destro, da ADASP, Sandoval Araújo, além de diversos presidentes e executivos de filiadas estaduais ABAD. Pelo Sebrae, participaram Bruno Quick, diretor técnico, e Wander José Soares Pereira, gerente adjunto de Capitalização e Serviços Financeiros da instituição.

Na abertura do encontro, Sandoval destacou que o objetivo da discussão é buscar formas de preservar os interesses e a sobrevivência dos pequenos varejos, muitos dos quais já estão inadimplentes, a despeito das afirmativas do governo de que haverá crédito para todos. “O pequeno comerciante muitas vezes não sabe como proceder”, diz Sandoval. O presidente Emerson Destro salientou que esse movimento se originou nas filiadas da ABAD, capitaneadas pela ADASP, e que o Sebrae tem condições de agregar informações e contribuir para acelerar o processo de auxílio ao pequeno varejo.

Segundo Bruno Quick, o acesso ao crédito não foi equacionado porque os bancos têm outro entendimento sobre qual deve ser o papel do crédito. “Eles podem distribuir alguns recursos, mas não podem abandonar os fundamentos da análise de crédito, alocação de capital, remuneração do capital, capacidade de pagamento, previsibilidade”, disse.

Para o diretor do Sebrae, a solução é contar com os recursos do Tesouro, porque não se trata de crédito bancário, trata-se de auxílio de crise. Os recursos já estão entrando, mas muito devagar na avaliação dele, por exemplo através do Fundo Garantidor de Operações (FGO-BB), gerido pelo Banco do Brasil. Quick avalia que é preciso estimular o governo a colocar dinheiro nas empresas, porque as coisas estão sendo feitas, mas até agora não conseguiram atingir a dimensão do desafio estratégico que o Brasil enfrenta.

Ele também acredita que uma alternativa é negociar uma linha de crédito junto ao BNDES para que as empresas do setor atacadista e distribuidor, dentro de suas próprias políticas de crédito. Na sua visão, essa é uma saída inovadora e uma das melhores soluções: injetar recursos nas médias e grandes empresas atacadistas e distribuidoras para oxigenar a cadeia para que eles possam subsidiar os seus clientes, alongando o prazo de pagamento dos boletos.

Linhas disponíveis

O Sebrae mapeou mais de 145 linhas de crédito que foram criadas ou reestruturadas para atender ao pequeno empresário, em mais de 60 instituições financeiras, segundo Wander José Soares Pereira. O Sebrae, disse ele, pode oferecer até R$ 12 bilhões de aval para operações de crédito, o que significa contribuir para a geração de um valor total de R$ 15 bilhões a mais na economia.

“No âmbito do FAMPE, o Sebrae também oferece o crédito assistido, no qual o Sebrae coloca toda sua expertise de gestão e capacitação para atender à necessidade de crédito do microempresário. Uma vez que este obtém recursos pelo FAMPE, o Sebrae vai acompanhar a vida daquela operação desde o início até a liquidação e dar instrumentos para o empresário fazer uma melhor gestão do seu negócio, contribuindo para sua sustentabilidade, o que impacta na redução do risco e consequentemente da taxa de juros”, informa.

Essa ação foi iniciada em 24 de abril deste ano, com a Caixa, e em quinze dias de operação foram mais de 3 mil contratos de crédito, no valor de quase 270 milhões de reais. Lembramos que a inciativa não se restringe ao momento de crise. É uma ação perene do Sebrae, que pode incluir, se necessário, capacitação EAD (educação à distância), consultorias e visitas técnicas. O crédito assistido está incluído em todos os convênios que trabalham com o FAMPE.

Mais informações podem ser obtidas no portal do SEBRAE.

Decreto sancionado

Na terça-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a lei que cria linha de crédito para auxiliar micro e pequenas empresas durante a crise do novo coronavírus. A lei estabelece o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) para ajudar os empreendedores a lidar com os impactos da crise causada pela pandemia de coronavírus.

O dinheiro poderá ser usado para pagar salário dos funcionários ou para o capital de giro, com despesas como água, luz, aluguel, reposição de estoque, entre outras. O projeto proíbe o uso dos recursos para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios do negócio. Nas contas do Senado, o projeto vai conceder, ao todo, R$ 15,9 bilhões em créditos.

O valor do empréstimo para uma empresa é de até 30% da sua receita bruta anual em 2019. O montante máximo do benefício é de R$ 108 mil para microempresas e de R$ 1,4 milhão para pequenas empresas.

Parte do projeto foi aproveitado da MP 944, editada pelo governo para conceder crédito às empresas com o objetivo de ajudar no pagamento de salários e preservar empregos.

*Com informações do G1

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