Setor atacadista distribuidor reduz perdas em relação a 2017

Segundo pesquisa mensal da ABAD, queda no faturamento frente ao ano anterior, que já foi de – 8,3% nominais em março, atingiu -0,68% em abril

A pesquisa mensal da ABAD, apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), mostra, em termos nominais, recuo de -0,68% em abril de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. Em abril, também houve queda na comparação com o mês de março de 2018 (-7,84%) e no acumulado de janeiro a abril (-3,39%), em relação ao mesmo período de 2017.

“Tínhamos um cenário favorável no início do ano, com uma perspectiva de recuperação econômica lenta, mas consistente, que nos permitiria encerrar o ano com um pequeno crescimento. Esse desfecho, contudo, pode ser prejudicado pela crise política, provocada em grande parte pelo processo eleitoral. O governo Temer terá de ser hábil para retomar as rédeas e reconduzir o país aos trilhos, sob o risco de ver enfraquecida uma política econômica considerada correta até aqui”, afirma Emerson Luiz Destro, presidente da ABAD.

Para Emerson, um cenário político de incertezas não favorece nenhum setor da economia, apenas aumenta a cautela do consumidor, que se esforça para manter um padrão mínimo de consumo, mesmo com o ritmo lento da economia e com a falta de emprego. “Há que se ter bom senso com as ações a partir de agora para encontrar soluções inteligentes para os impasses que vão surgir. Não podemos correr o risco de sofrer ainda mais perdas, como as provocadas pela recente greve dos caminhoneiros, que certamente serão identificadas na pesquisa de maio”, conclui.

INADIMPLÊNCIA – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apurou fatia menor de endividados em maio. Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a parcela de famílias que se declararam com débitos foi de 59,1% no mês passado, menor do que a de abril (60,2%) e inferior à de maio do ano passado (60,7%). Para a entidade, a redução do endividamento observada nos últimos meses reflete ritmo menor de recuperação do consumo das famílias, e maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos. A redução das taxas de juros também constitui um fator favorável a esse resultado.

INDÚSTRIA 1 – A produção da indústria brasileira surpreendeu positivamente em abril ao crescer 0,8% frente a março, feitos os ajustes sazonais, conforme a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho recupera as perdas de março, quando o setor havia recuado 0,1%. Na comparação com abril do ano anterior, a produção industrial aumentou 8,9%, a taxa mais acentuada desde abril de 2013. No acumulado do ano, a produção cresceu 4,5% frente aos quatro primeiros meses de 2017. Nos 12 meses encerrados em abril, houve alta de 3,9%.

INDÚSTRIA 2 – O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria brasileira caiu 0,1 ponto percentual entre março e abril, com ajuste sazonal, chegando a 78,1%. O indicador era de 78,2% em março. Os números são da pesquisa “Indicadores Industriais”, divulgada nesta segunda-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com abril de 2017, quando o uso da capacidade foi de 76,5%, na série com ajuste sazonal, o Nuci da indústria, portanto, subiu 1,6 ponto percentual. “A indústria retomou sua recuperação, embora esse processo seja lento e ainda esteja longe de ser concluído”, informou a entidade patronal em seu estudo.

CONSUMO – A intenção de consumo das famílias paulistanas (ICF) caiu 1,1% em maio ante abril, para 91,8 pontos, a segunda baixa consecutiva nesta comparação, informou nesta sexta-feira a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP). Em relação ao mesmo período do ano passado, porém, houve alta de 16,8%. “Os números mostram claramente que as condições econômicas das famílias são melhores do que há um ano. Contudo, a economia e o emprego estão crescendo em um ritmo mais lento do que se esperava. Isso é reflexo de um cenário político de incertezas que traz um pouco mais de cautela aos consumidores”, destaca nota divulgada pela entidade.

 

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