Banco Central explica medidas para facilitar acesso ao crédito

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O presidente Emerson Destro participou nesta segunda-feira (29) de videoconferência com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para tratar das medidas adotadas pela instituição para garantir o acesso das micro e pequenas empresas às linhas de crédito disponibilizadas pelo governo. A reunião foi convocada pelo secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos Alexandre da Costa. Estiveram presentes mais de 50 entidades integrantes do Comitê de Comércio, Serviços, Varejo, Bares e Restaurantes, que é encabeçada pelos membros da Unecs – União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços.

Para Roberto Campos Neto, o risco de capital tem dificultado a chegada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) aos bancos privados. Segundo ele, no entanto, o governo deve editar uma MP nos próximos dias para resolver este problema. “Vamos fazer o máximo possível para que os bancos privados participem do Pronampe”, declarou.

O presidente do BC explicou que o avanço da tecnologia da informação tem criado modelos de perfis de consumo baseados no comportamento do consumidor ou do empresário, o que teve um efeito diferente do esperado durante a crise. “Hoje os modelos são baseados no comportamento. Muitas empresas acabaram deixando de pagar um fornecedor ou uma conta de luz e agora, com os novos modelos, os bancos acabam observando isso também”, pontuou.

Campos também defendeu o direcionamento do crédito também aos bancos pequenos e cooperativas, que, para ele, estão na ponta e sabem melhor o que está acontecendo com as empresas.

O fato de a oferta de crédito estar crescendo no Brasil também foi abordada pelo presidente do BC, que apontou também o direcionamento como outro problema que pode impedir que o dinheiro chegue à ponta. “As medidas que estamos tomando agora são de direcionamento, o que, acho, deve melhorar a situação”, completou.

Segundo o presidente, as PMEs eram o foco da oferta de crédito nos bancos antes da pandemia. “Vejo que há um descontentamento geral nessa questão, mas é importante enfatizar que o sentimento de não ser atendido não é porque a oferta está caindo, mas porque a demanda está sendo muito grande”, explicou.

Antes de falar do crédito propriamente dito, o presidente fez uma apresentação macroeconômica abordando, ainda, assuntos como esforço fiscal, mercado de ações, emprego, endividamento dos países, entre outros. A apresentação pode ser acessada neste LINK.

Sepec

Logo após a fala do presidente do BC, Carlos da Costa disse estar trabalhando para que a MP 975, chamada de Programa Emergencial de Acesso a Crédito, e que tem como relator o deputado Efraim Filho (DEM-PB) passe rapidamente pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para que chegue logo à ponta. “Os recursos já estão prontos e o programa regulamentado há mais de uma semana. Precisamos apenas da aprovação”, explicou.

Sobre o Pronampe, o secretário disse que esta semana devemos enxergar um grande salto no programa. “Acredito que vai até faltar dinheiro, mas é isso que queremos, porque vai mostrar que os recursos estão chegando aonde precisam”, espera.

Por fim, ele voltou a pedir que os empresários peçam aos associados para ficarem atentos às atitudes ilegais. Por exemplo, o gerente não pode tentar atrelar um produto à liberação do Pronampe. Nesse caso, é preciso procurar os direitos, de acordo com o que chamou de “rota da revolta”.

O empresário deve primeiro procurar o serviço de atendimento do banco, se o problema não for resolvido, recorrer à ouvidoria da instituição, e persistindo o imbróglio, apelar à ouvidoria do Banco Central ou ao portal do Consumidores. “Precisamos saber como usar os canais adequados de reclamação que levam, inclusive a punições, quando necessários”, disse.

VEJA relatório semanal do Sepec com as medidas adotadas pelo governo.

*Com informações do site da UNECS

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