Faturamento do setor atacadista e distribuidor sobe 2,17% em setembro

Queda acumulada em 2018, que já foi de 3,16% em maio, atinge -0,21% em setembro, mostrando que é factível atingir a meta de crescimento de, pelo menos, +1% neste ano

O setor atacadista e distribuidor manteve-se no campo positivo no mês de setembro. A pesquisa mensal da ABAD, apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), aponta, em termos nominais, crescimento do faturamento do setor de +2,17% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2017. Em relação ao mês de agosto de 2018, houve queda de -5,61%. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o setor ainda está no terreno negativo, com recuo de -0,21% em relação ao mesmo período de 2017. O resultado acumulado, contudo, vem melhorando mês a mês.

A queda de faturamento acumulada do setor em 2018 chegou a -3,16% em maio. Em setembro, o percentual já se aproxima do campo positivo (-0,21), mostrando que é factível atingir a meta de crescimento de, pelo menos, +1% em 2018.

“Não é um ritmo forte de recuperação. Os números permanecem influenciados pelo ambiente de incerteza que envolve o período que antecede as eleições, combinado com o grande contingente de pessoas que ainda está fora do mercado de trabalho. Mas começamos a ver a luz no fim do túnel nos últimos meses, um pequeno crescimento impulsionado tanto pela base fraca de comparação quanto pelas festas de fim de ano, período que tradicionalmente nos favorece”, afirma Emerson Destro, presidente da ABAD.

A expectativa agora, segundo Emerson, é em relação ao próximo ano.  “O novo governo terá um tempo de tolerância, no qual se espera que aprove medidas fundamentais para melhorar o ambiente de negócios. A recuperação da confiança do consumidor virá com o tempo. O ano de 2019 será um ano de retomada, com inflação controlada, juros baixos e mais empregos. É o que esperamos”, conclui Emerson.

Em termos reais, o faturamento do setor em setembro sofreu queda em todas as bases de comparação: -2,25% em comparação ao mesmo mês de 2017; -6.06 em relação ao mês de agosto; e de -3,61% no acumulado de janeiro a setembro.

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