Varejistas encaminham lista de pedidos e cobram agilidade

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Um conjunto de cinco associações nacionais de varejistas enviou nesta segunda-feira, 30, uma lista de pedidos para que o governo federal agilize medidas de socorro à economia brasileira e coloque logo em prática ações capazes de preservar o emprego e a renda da população, bem como o crédito para empresas, especialmente as de pequeno e médio porte.

As associações endereçaram duas cartas, sendo uma delas para o Ministério da Economia e outra para o Banco Central (BC), com um total de 14 reivindicações. Cópias dos documentos também foram enviadas para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e outras lideranças no Parlamento.

O principal pedido para o BC é que a liberação de recursos para as empresas nessa crise se dê por meio das adquirentes no lugar dos bancos. Para isso, as varejistas pedem que o Tesouro e/ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fiquem com 100% dos riscos da operação, isto é, absorvam 100% dos prejuízos se houver um calote no futuro. A ideia é dar mais agilidade à liberação de crédito e também permitir uma redução mais significativa das taxas.

“Para tomada de crédito, continuam as burocracias bancárias e exigência de garantias, que fazem o processo continuar demorado”, explicou o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai. “Se for via adquirente, o empresário pode acessar o crédito via cartão, e o dinheiro vai chegar mais rapidamente a todos”, emendou.

Os recursos anunciados pelo governo até aqui para socorrer as empresas estão sendo operados pelos grandes bancos, que ficam também com a maior parte do risco da operação, enquanto uma parte menor está nas mãos de Tesouro e BNDES. Por conta disso, os juros praticados pelos bancos nessas linhas emergenciais caíram um pouco, mas ainda estão caras (pois precificam os riscos de calote), disse Humai.

Já entre os principais pedidos para o Ministério da Economia, está a suspensão de recolhimento de PIS e COFINS por ao menos 180 dias. O recolhimento suspenso seria pago no exercício de 2021, em 12 parcelas, sem multa ou juros. O grupo também cobra isenção ou diferimento de todos os impostos incidentes sobre a folha salarial, com suspensão de recolhimento de FGTS, INSS e contribuições ao Sistema S, com isenção da parcela do empregado no período.

O documento foi assinado pelos presidentes das instituições: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), setor que reúne 577 shoppings e 105 mil lojistas; Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne as maiores empresas de varejo do País, como Magazine Luiza, Centauro, Renner, Riachuelo, entre outras; Associação Brasileira de Franchising (ABF), com mais de 1.100 marcas e 161 mil postos de venda; Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), que reúne mais de 1.500 Câmaras de Dirigentes Lojistas, 450 mil empresas e mais de 1 milhão de pontos de venda; e Confederação das Associações Comercial e Empresariais do Brasil (CACB) – que reúne mais de 2.300 associações comerciais e 2 milhões de empresários.

 

Acesse a íntegra dos documentos enviados:

 

Carta ao Ministério da Economia

 

Carta ao Banco Central

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