Marcos Troyjo destaca oportunidades para Brasil no panorama mundial

De como o personagem bíblico José do Egito foi o primeiro grande economista da história (ao fazer a leitura de cenários, pensar em meritocracia e em governança corporativa), passando pelos percalços do que chamou de “Trumpulência” (Trump + turbulência) em referência à instabilidade de um avião unida ao cenário político do governo do presidente norte-americano Donald Trump, as palavras do economista Marcos Trojyo envolveram o público durante o Painel Economia da 44ª Convenção Nacional e Anual do Canal Indireto.

Com o tema “O Brasil no contexto global: riscos, oportunidades e direção estratégica”, a palestra proferida em Atibaia (SP) pelo membro do Conselho do Futuro Global do Fórum Econômico Mundial realizada em 17 de junho, contou com a presença do presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, como anfitrião.

Segundo Trojyo, o conceito de economia dividido nos setores primário, secundário e terciário, atualmente soa muito mais como um feitiço jogado por uma bruxa como algo de real valia no mercado. “As divisões estão caindo, hoje ou somos empresas de tecnologia ou não somos”, disse ele, que durante sua uma hora de aula destacou diversas vezes a relevância do contexto geopolítico no cenário econômico global. “Há fenômenos microgeopolíticos e macrogeopolíticos”, explicando que o primeiro tem duração de um ciclo político (de quatro a cinco anos) e o segundo de uma geração (25 anos).

De onde virá a segurança alimentar e energética nos próximos 25 anos? Segundo o economista, esses são questionamentos que precisam ser feitos agora. Para Trojyo, devido ao crescimento das populações, economias e orçamentos familiares ao redor do mundo, em 25 anos, as decisões tomadas no fórum do G7 (Itália, Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos da América, serão menos importantes que as tomadas pelo E7, grupo de maiores economias emergentes do mundo (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, Arábia Saudita e Turquia). 

Ele lembra que, em 2001, o comércio entre o Brasil e a China era de U$ 1 bilhão por ano e hoje movimenta o mesmo valor a cada 52 horas, destacando as oportunidades futuras para a economia brasileira.

“O Brasil é o único grande produtor de alimento (os outros dois são a Índia e os Estados Unidos) que tem capacidade hídrica, que tem terra, e em um mundo que tem insegurança alimentar e insegurança energética os problemas de infraestrutura do Brasil deixam de ser problemas do Brasil para serem problemas globais”, completou.

ACESSE a galeria para ver mais fotos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *