Presidente Leonardo defende autonomia do trabalhador em evento sobre saque-aniversário do FGTS

O presidente da Unecs – União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços e da ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, Leonardo Miguel Severini, participou do seminário “Saque-aniversário: autonomia e liberdade financeira para o trabalhador”, que debateu os impactos das recentes restrições impostas ao modelo de saque do FGTS. O evento foi realizado no Rio de Janeiro, no auditório do jornal O Globo e contou com o apoio da ABAD, entre outras entidades representativas.

Durante sua participação no painel “Saque-aniversário: o efeito dominó da restrição, do consumidor ao comércio e serviços”, Leonardo destacou que limitar o acesso do trabalhador aos próprios recursos compromete diretamente o consumo, a circulação de renda e a dinâmica de toda a cadeia produtiva, com reflexos diretos no comércio, nos serviços e no atacado distribuidor.

Falando também em nome da Unecs — entidade que reúne oito grandes organizações nacionais do comércio e serviços — o presidente ressaltou que o crescimento econômico depende da aceleração das trocas e da capacidade de consumo da população. Segundo ele, medidas que restringem a liquidez do trabalhador inibem a atividade econômica, reduzem a formalização e ampliam o endividamento das famílias.

“O que promove o desenvolvimento econômico é a circulação de renda e o fortalecimento do consumo. Quando se restringe o acesso a um recurso que é do próprio trabalhador, o impacto não fica apenas na ponta: ele chega ao varejo, aos serviços e ao atacado distribuidor”, afirmou o presidente da Unecs e da ABAD durante o debate.

Ele também chamou atenção para o nível recorde de endividamento da população e para o fato de que o saque-aniversário vinha sendo uma alternativa de crédito mais barata e previsível, especialmente para trabalhadores de menor renda e, em muitos casos, já negativados.

Defendeu ainda que o diálogo institucional é o caminho para o aprimoramento da política pública, lembrando experiências recentes em que a interlocução entre entidades representativas, Legislativo e Executivo resultou em ajustes equilibrados. Para ele, é possível construir soluções que preservem o fundo e, ao mesmo tempo, garantam liberdade de escolha, previsibilidade financeira e estímulo à produtividade do trabalhador.

“O Brasil precisa de convergência, produtividade e confiança. Medidas que ampliam a autonomia do trabalhador contribuem para um ambiente econômico mais saudável, competitivo e alinhado aos padrões internacionais”, reforçou Leonardo.

O seminário, que contou com a mediação da jornalista Leila Sterenberg, reuniu ainda parlamentares da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), como o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) e os deputados Domingos Sávio (PL-MG), Júlio Lopes (PP-RJ) e Luiz Carlos Gomes (RJ-Republicanos). Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (associação nacional do setor de bares e restaurantes), foi o grande articulador do evento, que teve também a presença de representantes do sistema financeiro e de entidades de defesa do consumidor.

O consenso entre os participantes foi de que as restrições ao saque-aniversário produzem efeitos negativos em cadeia, afetando o consumo, o crédito, o emprego e o crescimento econômico.

Reunião FCS

O tema “Saque-Aniversário” também foi debatido na última reunião-almoço realizada no dia 10 de dezembro na sede da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços. Na ocasião, o deputado Domingos Sávio destacou que o FGTS tem papel relevante na movimentação econômica, especialmente para o comércio e serviços. Segundo ele, qualquer alteração nas regras do Saque-Aniversário precisa considerar seus
efeitos diretos sobre a circulação de recursos no país.

“O sistema financeiro se adaptou. Quando o trabalhador antecipa o saque, ele utiliza instituições que cobram algumas das menores taxas do mercado. Qualquer mudança precisa levar isso em conta”, afirmou.

Também presente na reunião, Leonardo reforçou que a discussão não é apenas técnica, mas diretamente ligada à capacidade do país de atender melhor a população. “É fundamental debatermos essas mudanças para ajustar o sistema e entregar soluções mais
adequadas à sociedade. O diálogo entre governo, Parlamento e setor produtivo é essencial para que as decisões sejam equilibradas”, finalizou.

O vice-presidente da ADERJ – Associação de Atacadistas e Distribuidores do Estado do Rio de Janeiro (filiada da ABAD), Marcello Queiroz Marinho, participou do evento representando o presidente da entidade, Jorge Menendes. O Líder da Região Sudeste, Joilson Maciel Barcelos Filho, também marcou presença.

Reveja o evento realizado no auditório do jornal O Globo abaixo:

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