Após 3 anos de demissões, Brasil cria 529 mil empregos formais

De acordo com Caged, setor de comércio e serviços lidera número de vagas aberta

Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais. Essa é a diferença entre as contratações, que totalizaram 15.384.283 em 2018, e as demissões – que somaram 14.854.729 pessoas. Os números do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério da Economia. De acordo com dados oficiais, esse também foi o melhor resultado, para um ano fechado, desde 2013 – quando foram abertas 1.138.562 empregos com carteira assinada. Deste modo, é o maior número de vagas abertas em cinco anos.

Segundo o Ministério da Economia, foram realizadas 69.985 admissões e 19.951 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente no ano de 2018. Com isso, houve um saldo positivo de 50.033 empregos no período. O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. Foram registradas ainda, no ano passado, 68.925 admissões em regime de trabalho parcial e 47.551 desligamentos, gerando 21.374 empregos formais no último ano.

Marinho

De acordo com os números do governo, sete dos oito setores da economia abriram vagas no ano passado. O setor de comércio e o de serviços foram o que mais abriram vagas, e a administração pública foi o único setor que demitiu trabalhadores.

De acordo com o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, o presidente Jair Bolsonaro já anunciou que o atual governo vai “acentuar as conquistas estabelecidas com a reforma trabalhista”.

“Acreditamos que há uma necessidade de retiramos ainda mais a tutela do Estado na relação entre o público e o privado, entre os trabalhadores e empregadores, para facilitar a vida daqueles que querem empreender no Brasil. Vamos desburocratizar, permitir que um número maior de trabalhadores saia da informalidade”, declarou.

Ele observou que o modelo tradicional de contratações, por meio da carteira de trabalho, é importante e será apoiada, mas acrescentou que também é preciso olhar para os trabalhadores “intermitentes” (que trabalham por horas, ou por dia) e, também, que atuam por meio de aplicativos.

CONFIANÇA 1 – A fatia de empresários insatisfeitos com nível de estoques, em janeiro deste ano, foi a menor em quatro anos. É o que mostrou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ao anunciar o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). Na pesquisa, a proporção de empresários que classificaram estocagem acima do adequado foi de 24,2% em janeiro. Foi a menor parcela desde fevereiro de 2015 (23,7%) e a mais baixa para meses de janeiro desde aquele ano (23,1%), afirmou Fabio Bentes, economista da CNC. O cenário impulsionou o Icec, que subiu 5,6% entre dezembro do ano passado para o primeiro mês do ano, para 120,9 pontos – a melhor pontuação para meses de janeiro desde 2014 (122,6 pontos). Para o especialista, os dados sinalizam que o comércio, em 2019, pode ter o melhor resultado em vendas para começo de ano em quatro anos.

CONFIANÇA 2 – A confiança industrial sinalizou em janeiro o melhor nível desde agosto de 2018, impulsionada pela expectativa de melhora nos negócios nos próximos seis meses. A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de janeiro deste mês subiu dois pontos ante dezembro do ano passado, para 97,6 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A esperança de melhora futura impulsionou o Índice de Expectativas (IE), um dos dois sub-indicadores componentes do ICI, e que subiu 3,7 pontos na prévia de janeiro, para 98,9 pontos.

INFLAÇÃO – Os combustíveis e a conta de luz recuaram novamente em janeiro e contribuíram para conter o avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que foi de 0,30% no período, o resultado mais baixo para janeiro desde a implementação do Plano Real, em 1994. Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina recuou 2,73% em janeiro, após baixa de 5,47% um mês antes. Apesar da queda menos intensa, a gasolina retirou 0,12 ponto percentual do IPCA-15 do primeiro mês de 2019, o maior impacto individual. A redução da bandeira tarifária determinada em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contribuiu para evitar uma inflação maior pelo IPCA-15 no início de 2019. Em janeiro, a conta de luz ficou 0,73% mais barata, o quarto mês seguido de queda.

PIB – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% em novembro, com ajuste sazonal, segundo o Monitor do PIB, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O percentual é o mesmo tanto em relação a outubro quanto entre os trimestres móveis de setembro a novembro contra junho a agosto. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,5% no mês e 1,4% no trimestre móvel. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas as atividades da indústria de transformação e da construção apresentaram recuo (-1,1% e -2,3%, respectivamente). Os demais componentes da atividade econômica, tanto da oferta quanto da demanda, apresentaram variação positiva, com destaque para os significativos desempenhos da exportação e da importação (22,6% e 10,6%, respectivamente).

Fonte: G1 e Valor Online

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.