Copom mantém juros em 6,5% ao ano

Em comunicado, comitê reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária com taxas de juros abaixo da taxa estrutural

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano pela sexta vez consecutiva, em linha com a expectativa do mercado. Em comunicado, o Copom reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O colegiado também destacou que, em seu cenário básico, permanecem fatores de risco favoráveis e desfavoráveis para a inflação. Por um lado, a ociosidade elevada da economia pode levar a inflação para trajetória abaixo do esperado. O Copom considera que houve elevação desse risco. Por outro lado, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e dos ajustes à economia é um risco negativo para a inflação. Nesse caso, o Copom avalia que houve arrefecimento do risco.

COMÉRCIO 1 – A Confederação Nacional do Comércio (CNC) revisou para cima as projeções para as vendas do varejo ampliado, apesar da baixa registrada em outubro. A entidade agora prevê expansão de 4,8% em 2018, de 4,5%, e de 5,5% no ano que vem, de 5,2%. De acordo com a CNC, o cenário mais otimista deve se confirmar por causa da inflação sob controle, a tendência de recuo nos juros ao consumidor e o ritmo gradual de avanço do mercado de trabalho. “O fraco desempenho do comércio varejista brasileiro em outubro não impedirá que as vendas fechem 2018 com alta pelo segundo ano consecutivo”, diz relatório assinado por Fabio Bentes, chefe da divisão econômica da CNC. Em 2017, o varejo ampliado cresceu 4%.

COMERCIO 2 – O volume de vendas no varejo recuou 0,4% em outubro, em relação ao mês anterior, feitos os ajustes sazonais. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, houve queda de 1,3%. Na comparação com outubro de 2017, o varejo cresceu 1,9%. O setor passou a acumular, dessa forma, alta de 2,2% no ano e de 2,7% nos 12 meses encerrados em outubro. Dos principais componentes do varejo, as piores taxas registradas entre setembro e outubro foram em combustíveis e lubrificantes (-1,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2%) e móveis e eletrodomésticos (-2,5%). O segmento de livros, jornais e papelaria recuou 7,4%.

COMÉRCIO 3 – De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país recuou 0,5% em novembro, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Quando comparado com novembro/17 houve alta de 5,4%. Com estes resultados, no acumulado do ano de 2018 até novembro, a atividade varejista cresceu 6,7% frente ao mesmo período de 2017. Segundo os economistas da Serasa Experian, a atividade varejista em novembro foi impactada negativamente pelos excessos de feriados e suas respectivas “pontes” que aconteceram naquele mês, diminuindo o fluxo dos consumidores nas lojas.

INDÚSTRIA – A intenção de investir da indústria voltou a operar em patamar pré-greve dos caminhoneiros, mas ainda está longe de média histórica de investimentos do setor. É o que mostrou a Fundação Getulio Vargas ao divulgar o Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, que subiu 4,4 pontos no quarto trimestre deste ano, para 117,4 pontos. A média oscila em torno dos 127 pontos, disse Aloísio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas da FGV. Para Campelo Jr., mesmo com redução de incertezas na condução de política econômica para o ano que vem, o alto nível de ociosidade da indústria não estimula investimentos em capacidade.

INADIMPLÊNCIA – Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de consumidores com contas em atraso e registrados em listas de inadimplentes cresceu 6,03% no último mês de novembro, na comparação com igual mês do ano passado. Trata-se do crescimento mais acentuado para os meses de novembro desde 2011, quando a alta observada havia sido de 8,10%. Nos demais anos, as altas haviam sido de 0,2% em 2017; 0,7% em 2016; 4,4% em 2015; 3,4% em 2014; 4% em 2013 e 3,9% em 2012. Na variação mensal, ou seja, na passagem de outubro para novembro, sem ajuste sazonal, também houve uma aceleração no volume de atrasos, com crescimento de 1,9% no período.

INFLAÇÃO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,21% em novembro, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 0,45%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa para novembro desde o Plano Real, em 1994. Em novembro de 2017, o IPCA avançou 0,28%. Em 12 meses, o indicador subiu 4,05%, abaixo dos 4,56% nos 12 meses imediatamente anteriores. Faltando um mês para o fechamento do ano, o IPCA acumula alta de 3,59% em 2018. O índice caminha para ficar abaixo do centro da meta de inflação do governo, de 4,5% neste ano — a meta tem uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.