Desemprego recua, mas ainda afeta 12,5 milhões de pessoas

Esse contingente é 3,7% menor que o registrado no segundo trimestre deste ano e 3,6% abaixo do mesmo período de 2017

A taxa de desemprego nacional recuou para 11,9% no terceiro trimestre deste ano, abaixo do verificado nos três meses anteriores (12,4%), de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre julho e setembro, o país tinha 12,492 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego sem encontrá-lo. Esse contingente era 3,7% menor que o registrado no segundo trimestre deste ano (474 mil pessoas a menos) e 3,6% abaixo do mesmo período de 2017 (469 mil desempregados a menos).

O contingente de ocupados, por sua vez, era de 92,622 milhões no terceiro trimestre. Eram empregados, empregadores, funcionários públicos, contas-próprias. São 1,5% pessoas a mais em relação ao segundo trimestre deste ano (ou 1,384 milhão a mais) e 1,5% a mais frente ao mesmo período do ano passado (mais 1,325 milhão de pessoas). Já força de trabalho – que soma as pessoas ocupadas ou em busca de empregos, com 14 anos ou mais de idade – era de 170,3 milhões de pessoas no terceiro trimestre, 0,3% a mais do que no segundo trimestre e 0,9% a mais em relação ao mesmo período de 2017.

INCERTEZA – O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 11,2 pontos, indo de 121,5 pontos em setembro para 110,3 pontos em outubro. Com o resultado, o indicador passa a registrar o menor patamar desde março de 2018, mas ainda possui um comportamento de incerteza alta. A queda do IIE-Br em outubro foi disseminada pelos seus componentes. “A incerteza atingiu seu menor valor em sete meses. Contudo, permanece em um patamar elevado. Neste mês, as pesquisas eleitorais que apontavam para a vitória do candidato Jair Bolsonaro contribuíram para a queda do indicador, uma vez que sua equipe econômica se mostra comprometida em conduzir um ajuste fiscal e políticas pró-mercado”, diz a pesquisadora Raíra Marotta, da FGV.

CONFIANÇA 1 – A confiança do empresariado aumentou em outubro e retornou ao patamar de junho, conforme levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,9 ponto ante setembro, para 90,7 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, porém, o índice recuou pelo sétimo mês consecutivo (0,3 ponto). O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pelo FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

CONFIANÇA 2 – Uma cautela maior entre o empresariado varejista levou o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a mostrar recuo de 0,2% entre setembro e outubro, para 107,7 pontos. Em relação a outubro de 2017, porém, o indicador subiu 0,4%. Na prática, confiança do empresário do setor não apresentará fortes oscilações até o fim do ano na análise de Fábio Bentes, economista da CNC. Segundo ele, com a resolução do pleito presidencial, a perspectiva de um novo governo deve manter as expectativas do varejo em alta até o fim de 2018.

CONFIANÇA 3 – O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 2 pontos em outubro, para 94,1 pontos — o menor nível desde setembro de 2017, quando marcou 93,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice atinge a terceira queda consecutiva e acumula perda de 6 pontos no período. Considerando os componentes do indicador geral, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,3 pontos em outubro, para 92,9 pontos, também o terceiro recuo consecutivo. Assim como o ICI, retorna ao patamar de setembro de 2017 (90,8 pontos). O Índice de Expectativas (IE) teve queda de 1,6 ponto, para 95,5 pontos, o menor desde agosto do ano passado, quando registrou 94,8 pontos.

CONFIANÇA 4 – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas avançou 4 pontos em outubro, para 86,1 pontos. Com isso, o indicador ficou próximo do nível de maio deste ano (86,9 pontos), mas ainda se manteve em patamar baixo em termos históricos. Em médias móveis trimestrais, o resultado também é positivo, de 0,3 ponto. Em outubro, as avaliações sobre a situação atual pioraram e as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,4 ponto, de 72,3 pontos para 71,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 6,9 pontos, ao passar de 89,7 para 96,6 pontos, o maior nível desde o último mês de abril, quando alcançou 99 pontos.

VAREJO – Após cair por cinco meses consecutivos, o Índice de Estoques (IE) do comércio varejista paulistano registrou alta de 4,6%, de 104,2 pontos em setembro para 109 pontos em outubro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador subiu 0,5%. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e captam a percepção dos varejistas sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, variando de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). Em outubro, 54,3% dos empresários consideraram seus estoques adequados, alta de 2,3 pontos porcentuais em relação ao mês anterior. A proporção de comerciantes que declararam ter excesso de mercadorias nas prateleiras caiu 0,2 ponto, para 33,1%. A que considera ter estoques baixos recuou 2,2 pontos porcentuais, para 12,2%.

INFLAÇÃO – A expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses subiu 0,1 ponto percentual entre setembro e outubro, para 5,7%, maior nível desde dezembro do ano passado (5,8%) informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Mas, apesar do aumento, a expectativa é de relativa estabilidade no índice, nos próximos resultados, afirmou Pedro Costa Ferreira, economista da fundação. Para ele, a expectativa inflacionária dos consumidores opera de forma “blindada” às incertezas que rondam o campo político na reta final da disputa presidencial. Ele não descartou possibilidade de o indicador permanecer na faixa dos 5% até o primeiro trimestre do ano que vem.

 

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