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Emprego formal tem melhor junho desde 2013

Segundo Caged, trabalho intermitente, modalidade criada pela reforma trabalhista, registrou saldo de 10.177 empregos postos criados

O mercado de trabalho formal gerou 48,4 mil vagas em junho, acima do esperado pelos analistas (35,9 mil) e o melhor resultado para o mês desde 2013. Para a segunda metade do ano, a expectativa dos analistas e do governo é de melhora na geração de vagas, em linha com a recuperação modesta também esperada na atividade. Ainda assim, o saldo de postos com carteira em 2019 deve ser similar ao de 2018.

No acumulado do primeiro semestre, foram criadas 408,5 mil vagas, considerando a série ajustada para incluir dados enviados com atraso pelas empresas. De janeiro a junho de 2018, foram criados 392,5 mil empregos. Em 12 meses até junho, o saldo é de 524,9 mil postos formais.

Em junho, houve crescimento em seis dos oito setores econômicos. Os destaques positivos no mês foram serviços (23 mil), agropecuária (22,7 mil) e construção civil (13,1 mil). Já na ponta negativa, a indústria de transformação fechou quase 11 mil vagas, e o comércio, 3 mil.

O comportamento foi típico para o período. “A geração de empregos na indústria cresce mais no terceiro trimestre, com a produção para atender à demanda do período de festas. O meio do ano, passado o Carnaval e com o fim de ano ainda longe, é um período mais fraco para comércio e indústria”, diz o economista Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Já a agropecuária gera mais empregos devido ao período de colheita.

Ainda de acordo com o Caged, o trabalho intermitente, modalidade criada pela reforma trabalhista, registrou em junho um saldo de 10.177 empregos postos criados. É o maior resultado desde que a modalidade entrou em vigor, em novembro de 2017. O número é resultado de 15.520 admissões e 5.343 desligamentos. Os dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apresenta também outros indicadores ligados às alterações na lei.

CONFIANÇA 1 – A confiança do comércio teve alta em julho, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice que mede esse sentimento subiu 2,3 pontos ante junho, para 95,5 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva, mas ainda insuficiente para mudar a tendência do índice em médias móveis trimestrais, que recuou pelo quinto mês seguido (-0,4 ponto). Dos 13 segmentos analisados, a confiança aumentou em nove. A alta do índice ocorreu devido a uma melhora tanto nas expectativas como na situação atual.

CONFIANÇA 2– A ausência de sinais de retomada no mercado de trabalho levou ao recuo de 0,4 ponto no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) entre junho e julho, para 88,1 pontos. Segundo a coordenadora de Sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV), Viviane Seda Bittencourt, o fato de não se notar indícios de ritmo maior de abertura de vagas atingiu principalmente as expectativas das famílias de baixa renda, que acabaram derrubando o indicador como um todo. Como não há fatores que indiquem melhora no emprego nos próximos meses, a técnica não descartou possibilidade de confiança do consumidor em baixa.

CONFIANÇA 3 – A confiança da indústria deve ter tido em julho a maior queda em quatro meses, com o empresariado frustrado com a atual situação dos negócios, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Uma das principais reclamações do setor, e que vem ganhando força, é a falta de demanda interna, aponta outra pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A prévia do Índice de Confiança da Indústria, da FGV, apontou recuo de 1,7 ponto, ante os 94 pontos no resultado completo de junho. O dado mostra que o empresariado do setor não imaginava que o mês de julho poderia continuar a ser tão ruim nos negócios, com a confiança em queda em três das quatro categorias analisadas: bens de capital, bens intermediários e não duráveis, enquanto a de bens duráveis permaneceu estável.

ARRECADAÇÃO – A arrecadação federal para o mês de junho veio acima das previsões do mercado e chegou a R$ 119,95 bilhões, alta real de 4,68% ante igual mês de 2018. É o melhor resultado em cinco anos. A Secretaria de Política Econômica (SPE) cita que o desempenho ficou 2% acima da mediana de estimativas captadas pela pesquisa Prisma Fiscal, de R$ 117,6 bilhões. O resultado do semestre também é o melhor desde 2014. No acumulado do ano, a arrecadação somou R$ 757,6 bilhões, alta de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

INFLAÇÃO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, avançou para 0,09% em julho, após registrar alta de 0,06% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, contudo, ficou abaixo do verificado em julho de 2018, quando o indicador teve elevação de 0,64%. No acumulado do ano, o IPCA-15 subiu 2,42%.

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