IBGE aponta que Brasil tem 12,7 milhões de desocupados

Após duas quedas consecutivas, emprego formal cresce em 2017, com o país registrando saldo de 221 mil novos postos de trabalho

O Brasil tem 12,7 milhões de pessoas desocupadas. Este é o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), relativa ao trimestre de junho a agosto deste ano. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação, que mostra o índice de desemprego no país, no período foi de 12,1%. Esta indica uma queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior: 12,7%.

A PNAD Contínua considera desempregada a pessoa que está sem trabalho, mas que tenha procurado emprego no período de até 30 dias antes da pesquisa.

O contingente da população ativa desalentada (4,8 milhões) no trimestre de junho a agosto de 2018 subiu em relação ao trimestre anterior (4,720 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (4,2 milhões), houve alta (3,9%). São consideradas desalentadas pessoas com idade acima de 14 anos que não conseguiram emprego por não ter experiência, porque são jovens ou idosas demais para o cargo ou ficam fora da localidade.

Emprego formal

Após duas grandes quedas consecutivas, o emprego formal no Brasil voltou crescer em 2017, com o país registrando saldo de 221 mil novos postos de trabalho em diferentes atividades do setor público e privado. Com o aumento de 0,48%, em comparação com o ano anterior, o estoque de vínculos trabalhistas fechou o ano passado em cerca de 46,3 milhões de empregos. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério do Trabalho.

O saldo positivo na evolução dos empregos formais reverte tendência de queda, mas não recupera o nível do mercado de trabalho apresentado em anos anteriores. Em 2015 e 2016, o país perdeu 1,5 milhão e 2 milhões de empregos formais, respectivamente. Comparado à série histórica, o estoque de vagas de trabalho no ano passado se mantém inferior ao de períodos anteriores, como 2013 (48,9 milhões), 2014 (49,5 milhões) e 2015 (48 milhões).

SUPERMERCADO – As vendas dos supermercados brasileiros continuam positivas. De janeiro a agosto, o setor acumula alta real de 1,99% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Vendas ABRAS, apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade nacional. Em agosto, os supermercados apresentaram alta real de 1,35% na comparação com julho e alta de 3,64% em relação ao mesmo mês de 2017.

CRÉDITO – A Demanda por Crédito do Consumidor avançou 3,0% em agosto na comparação mensal dessazonalizada, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 2,0% (setembro de 2017 até agosto de 2018 frente aos 12 meses antecedentes). Na avaliação interanual, agosto apresentou alta de 5,4%. Considerando os segmentos que compõem o indicador, o segmento Financeiro apresentou aumento de 1,4% na variação mensal dessazonalizada. O segmento Não Financeiro teve alta de 4,1% na mesma base de comparação.

CONFIANÇA 1 – O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,2 ponto na passagem de agosto para setembro, a 88,7 pontos, o menor nível desde agosto de 2017, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 0,3 ponto. “A nova queda da confiança do Comércio em setembro parece refletir a incerteza em relação ao ritmo esperado para a economia nos últimos meses do ano. O Índice de Expectativas voltou a cair depois de esboçar uma melhora no mês anterior, sugerindo que os empresários ainda estão preocupados e incertos com o rumo da economia. Já o índice que mede as percepções sobre a situação atual, ficou estável após quatro meses em queda, confirmando o ritmo vagaroso da recuperação do setor”, avaliou Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

CONFIANÇA 2 – O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cresceu 1,1% em setembro frente a agosto. Assim, o indicador atingiu 105,9 pontos em seu terceiro mês consecutivo de alta, acumulou avanço de 7,7% no terceiro trimestre, e bateu o maior nível desde dezembro de 2014, quando chegou a 109,2 pontos. Apesar da alta, o Inec continua abaixo da média histórica, de 107,7 pontos, o que sinaliza que os brasileiros estão menos confiantes do que o usual, explica a CNI. A alta do indicador deve-se, sobretudo, aos índices: de expectativas de inflação, que cresceu 7,7%, e o de desemprego, com aumento de 4,3% em setembro ante agosto. Isso sinaliza maior otimismo da população com relação a trajetória de preços e ao crescimento do emprego.

INCERTEZA – O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu novamente em setembro. Ao passar de 114,2 pontos em agosto para 121,5 pontos no mês seguinte, o indicador persiste na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos) pelo sétimo mês consecutivo. O aumento do IIE-Br em setembro foi disseminado pelos seus componentes. O componente Mídia subiu 6 pontos, contribuindo com 5,2 pontos para alta do índice no mês; o IIE-Br Expectativa subiu 9,6 pontos, mas sua participação relativa no resultado agregado foi menor, de 2,1 pontos, conforme a pesquisa. “Assusta ver que estamos quase ininterruptamente há mais de três anos com a incerteza econômica em um patamar tão elevado”, diz o pesquisador Pedro Costa Ferreira, da FGV.

PIB – O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 1,7% para 1,6%. No caso de 2019, a projeção passou a ser de 2,9% de expansão, em vez de 3%. Os dados estão no relatório “Visão Geral de Conjuntura” do terceiro trimestre, que reúne projeções macroeconômicas atualizadas com base nos resultados mais recentes da atividade econômica brasileira. De acordo com o documento, a baixa taxa de crescimento esperada para este ano e a elevada volatilidade macroeconômica têm origem das fragilidades estruturais da economia: estagnação da produtividade e desequilíbrio fiscal.

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