Inadimplência das empresas bate recorde em agosto

O Brasil registrou 5,9 milhões de empresas com contas atrasadas e negativadas em agosto/19, segundo levantamento da Serasa Experian. O número, novo recorde da série histórica iniciada em março de 2016, foi puxado pelos micro e pequenos empreendimentos inadimplentes: 5,6 milhões que representam quase 95% do total. Na análise com agosto/18, o total aumentou 9,7% e a alta com relação a julho/19 foi de 1,7%.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, “a estabilização da inadimplência dos brasileiros tende a favorecer a consolidação deste indicador, em algum momento futuro, das empresas. Isso ocorrerá porque quando uma pessoa física paga uma dívida, esta dívida tem sempre um credor – que é pessoa jurídica. No entanto, este movimento ainda deverá demorar a acontecer”.

Participação 

Considerando companhias de todos os portes, houve aumento da participação daquelas com mais de cinco anos de existência. Os dados mostram que a evolução deste ano até setembro/19, comparada com dezembro/18, revelou uma maior variação entre aquelas com mais de 15 anos – 0,7 ponto percentual –, enquanto as com até cinco anos de existência apresentaram queda de quase 2 p.p.

INDÚSTRIA – A desvalorização do real foi, mais uma vez, o principal fator de pressão sobre o preço dos produtos “na porta da fábrica” em setembro, conforme pesquisa divulgada nesta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo mês seguido de alta nos preços dos bens industriais – o avanço de 0,45% em setembro veio após aumento da ordem de 0,90% um mês antes. Com o resultado, o índice acumula uma alta de 2,94% no ano, mas queda de 0,99% nos últimos 12 meses. De acordo com Manuel Campos, gerente da pesquisa do IBGE, o real se desvalorizou 2,5% com relação ao dólar americano em setembro. Em agosto, a perda de valor da moeda brasileira tinha sido de 6,5%. Como as exportações são cotadas em dólar, os fabricantes brasileiros passaram a receber mais reais por um mesmo produto, o que resulta em inflação interna.

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