NIQ Monitor aponta crescimento de 7,6% do varejo no final de março

A mais recente leitura do NIQ Monitor, estudo semanal da NielsenIQ que acompanha o desempenho do varejo moderno nacional, aponta que o setor registrou crescimento de +7,6% em faturamento e +3,2% em unidades no período de 16 a 22 de março de 2026. O resultado representa uma recuperação relevante em relação à semana anterior, quando o avanço havia sido de +3,8% em valor e retração de -1,5% em volume.

O movimento indica retomada do consumo, mesmo em um cenário de inflação ainda pressionada por alimentos. Segundo o relatório, a prévia da inflação de março desacelerou para 0,44%, mas itens alimentícios continuam impactando o índice.

No recorte por canais, todos apresentaram aceleração no crescimento. O destaque ficou para Farma e AS Hiper, que lideraram em faturamento. Farma manteve crescimento consistente ao longo do mês, enquanto o canal AS Hiper se destacou especialmente em volume, com alta de +5,8% em unidades no total de lojas.

Regionalmente, o Sul apresentou o melhor desempenho da semana, com crescimento de +9,6% em faturamento, seguido pelo Interior de São Paulo, ambos acima da média nacional. O desempenho da região Sul foi impulsionado principalmente pelos canais C&C e Farma.

Na análise de mesmas lojas, os canais Super Grande e C&C puxaram a retração em volume, com quedas de -1,5% e -1,4%, respectivamente. Os demais canais apresentaram crescimento nas unidades vendidas.

Cestas e categorias

Entre as cestas, Farmácia (+17,9%), Limpeza (+11,2%) e Mercearia (+8,9%) lideraram o crescimento em valor. O desempenho foi fortemente influenciado pela sazonalidade da Páscoa, com destaque para chocolates, que cresceram +31,6% em faturamento, e ovos de Páscoa, com avanço expressivo de +130% no período.

Entre as categorias, chocolates, cortes bovinos e refrigerantes contribuíram positivamente para o resultado da semana. Por outro lado, itens como arroz, açúcar e cortes de frango atuaram como principais detratores em valor. Em unidades, as maiores retrações foram observadas em cervejas, suco em pó e carnes congeladas.

Já as cestas de Perecíveis Industrializados, Tabaco e Bebidas foram as únicas a registrar queda em volume no período analisado.

Os dados reforçam um cenário de consumo ainda sensível ao preço, mas com sinais de recuperação pontual, impulsionada por sazonalidade e pelo desempenho consistente de categorias estratégicas.

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