NIQ Monitor: Faturamento do varejo moderno segue em ascensão

A mais recente edição do NIQ Monitor, que acompanha semanalmente o desempenho do varejo moderno nacional, aponta crescimento entre os dias 6 e 12 de outubro. O faturamento avançou +10,7% e o volume de vendas cresceu +5% em comparação ao mesmo período de 2024, mantendo o ritmo ascendente que tem caracterizado o setor nos últimos meses. O aumento nos preços segue sendo um dos principais impulsionadores dessa elevação no valor total transacionado.

O crescimento foi especialmente puxado pelo canal Farma, que teve alta de +17% no faturamento geral e +12,6% entre as lojas comparáveis (as mesmas em operação no ano anterior). Também apresentaram bom desempenho os formatos AS Super Pequeno (+12,1%) e AS Hiper (+10,8%). Em contrapartida, o canal Atacarejo registrou queda de -0,2% no faturamento, enquanto o AS Super Grande permaneceu estável. 

Esses dados evidenciam o papel dinâmico das farmácias e pequenos supermercados nas compras de ocasião e reposição, especialmente em datas comemorativas como o Dia das Crianças e o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, que marcaram a semana analisada.

Panorama de cestas e categorias

Na análise das cestas, os maiores crescimentos em faturamento vieram de Farmácia (+20%), Limpeza (+13,3%) e Tabaco (+13,2%). Por outro lado, Eletrônicos teve queda de -8,2%, enquanto a cesta de Bebidas apresentou recuo de -0,9% em volume. A instabilidade nessas categorias pode ser reflexo de mudanças sazonais no comportamento de consumo.

Já entre as categorias específicas, os destaques negativos foram Arroz (-28,1%) e Whisky (-43,3%), com forte queda em faturamento, e Cerveja (-9,5%) e Chocolate (-4,9%), que perderam volume de vendas. Em sentido oposto, o Café em Pó teve um salto de +54,7% no faturamento, demonstrando potencial para estratégias comerciais específicas em canais de reposição rápida.

Impacto para o atacado distribuidor

Os dados que compõem o relatório desenvolvido pela NielsenIQ são valiosos para empresas atacadistas e distribuidoras, que operam principalmente pelo canal indireto e precisam entender com agilidade as variações no comportamento do consumidor final para ajustar estoques, preços e negociações com fornecedores.

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