Vendas no varejo crescem 2,9% e superam expectativas em novembro

No mesmo mês, atividade econômica do Brasil cresce 0,29%, diz BC

 

 

O volume de vendas no varejo cresceu 2,9% em novembro de 2018, na comparação com o mês anterior, pela série com ajuste sazonal. O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta veio depois de duas quedas: 0,7% de agosto para setembro e 1,1% de setembro para outubro.

 

O resultado foi o maior para o mês de novembro da série histórica da pesquisa, iniciada em 2000, puxado pela campanha promocional da Black Friday. O indicador também teve altas de 0,4% na média móvel trimestral, de 4,4% na comparação com novembro de 2017, de 2,5% no acumulado do ano e de 2,6% no acumulado de 12 meses.

 

A leitura de novembro ficou muito acima da média estimada pelo Valor Data, apurada com 29 consultorias e instituições financeiras, de alta de 1,1%. Também furou o teto das estimativas, que eram novamente dispersas: de estabilidade a alta de 2,3%.

 

Por outro lado, o dado de outubro foi revisado para um recuo de 1,1%, resultado pior do que o anteriormente informada pelo instituto (queda de 0,4%). Também houve revisão, na série ajustada, do indicador referente ao mês de setembro, de queda de 1,3% para baixa de 0,7%, informou o instituto.

 

Seis das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram alta na passagem de outubro para novembro, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%), móveis e eletrodomésticos (5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%), que foram beneficiados por promoções anunciadas em novembro.

 

Também tiveram alta os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%) e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

 

Por outro lado, dois setores tiveram queda no volume de vendas: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%).

 

O varejo ampliado, que também considera os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, teve crescimento de 1,5% de outubro para novembro. A alta foi menos intensa do que a do varejo por causa das quedas de 2,2% nos setores de veículos, motos, partes e peças e de 0,7% nos materiais de construção.

 

Na média móvel trimestral, o varejo ampliado teve queda de 0,1%, mas nas outras comparações teve alta: comparação com novembro (5,8%), acumulado do ano (5,4%) e acumulado em 12 meses (5,5%).

 

VAREJO AMPLIADO

O volume de vendas no varejo ampliado — que inclui a comercialização de veículos e motos, além de material de construção — subiu 1,5% em novembro, na comparação a outubro, feitos os ajustes sazonais. Consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data esperavam, em média, crescimento de 0,8% no segmento em novembro, na comparação a outubro. As projeções iam de queda de 0,6% a alta de 2,4%. Quando comparado a novembro de 2017, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu de 5,8%. O indicador aumentou 5,4% no acumulado do ano e 5,5% em 12 meses. Já a receita nominal do varejo ampliado teve alta de 1,4% na passagem de outubro para novembro. Frente a novembro de 2017, houve avanço de 9,2%. Fontes: Valor e IstoÉ Dinheiro

 

Atividade do varejo – O comércio varejista mostra sinais de recuperação, de acordo com o Indicador de Atividade do Varejo, da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A sondagem aponta uma alta de 2,8%, em dezembro, nas consultas para vendas a prazo ao longo de 2018.

 

Trata-se da maior alta registrada para o mês desde 2014 no acumulado de 12 meses. A melhora dos níveis de confiança e o clima de otimismo para uma retomada mais forte da economia ajudaram a impulsionar a atividade varejista. Mesmo considerando apenas uma parcela das vendas, aquelas feitas a prazo, o indicador sugere avanço das vendas do varejo ao longo do último ano, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, em nota à imprensa.

 

TENDÊNCIA

O indicador é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

 

Segundo o SPC, o índice confirma a tendência de retomada do varejo. Muito embora o volume de vendas do varejo não tenha alcançado os patamares anteriores à crise, explica o indicador da CNDL/SPC, os números começam a se distanciar daqueles observados nos piores momentos da retração econômica no Brasil. Fonte: DCI

 

 

Atividade econômica – A economia brasileira cresceu pelo segundo mês seguido em novembro, mas sem fôlego expressivo, indicando que 2018 deve ter terminado com pouca força no último trimestre. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) avançou 0,29 por cento em novembro sobre o mês anterior, informou o BC em dado dessazonalizado nesta quinta-feira (17).

 

Em outubro, o índice ficou praticamente estável, com aumento de apenas 0,02% —percentual que não foi revisado pelo BC. Na comparação com novembro de 2017, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,86% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,44%, segundo números observados. Em novembro, o destaque positivo na economia foi nas vendas do varejo, que subiram 2,9% sobre outubro, no melhor dado para o mês em 18 anos, impulsionado pela Black Friday.

 

A produção industrial brasileira chegou a interromper quatro meses de queda, mas o aumento de 0,1% sobre o mês anterior foi o resultado mais fraco para novembro em três anos. Já o volume de serviços ficou estagnado pelo segundo mês seguido e teve o pior desempenho para novembro em dois anos, indicando moderação para o final do ano.

 

A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha crescido 1,28% em 2018. Em um ambiente de baixa taxa de juros, aumento da confiança e expectativa de melhora dos gastos e investimentos passada a eleição presidencial, a projeção para 2019 é de uma expansão de 2,57%.

 

A melhora do mercado de trabalho e consumo doméstico, bem como aumento do crédito, dependem, entretanto, da manutenção da agenda de reformas e ajustes da economia pelo governo. Fonte: Folha online

 

 

CNC: Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – Um ambiente de juros mais baixos, inflação controlada e sinais de melhora no emprego levou a intenção de consumo a mostrar, em janeiro, o mais elevado patamar em nove anos. É o que mostrou nesta quinta-feira (17) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ao anunciar a Intenção de Consumo das Famílias (ICF). O indicador subiu 5,1% entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, para 95,9 pontos.

 

Foi a maior elevação da série histórica do indicador, afirmou Antônio Everton, economista da CNC. Ele acrescentou, ainda, que as perspectivas para o comércio são mais favoráveis esse ano. Tanto que a entidade revisou para cima a projeção de alta, para 2019, no volume de vendas do varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, de 5,5% para 5,8%. Em 2017, as vendas do varejo subiram 4%.

 

A projeção é que, em 2018, as vendas do ampliado tenham avançado 4,8%, de acordo com a entidade. Na pesquisa, os sete tópicos usados para cálculo do ICF mostraram aumento em todas as comparações. É o caso das altas observadas, em janeiro ante dezembro, de emprego atual (3,1%); perspectiva profissional (5%); renda atual (3,8%); compra a prazo (4,9%); nível de consumo atual (4,4%); perspectiva de consumo (5,8%); e momento para duráveis. Na comparação com janeiro de 2018, houve aumentos de 7,4%; de 12,7%; de 14%; de 13,8%; de 24,6%; de 20,5% e de 15,9%, respectivamente em cada um daqueles segmentos. “Tivemos um elemento de ‘combustão’ muito grande para elevar a intenção de consumo que foi sinal de reativação do mercado de trabalho”, observou o especialista.

 

Na prática, o consumidor percebe maior ritmo de abertura de vagas, e eleva perspectiva de consumo para os próximos meses. “Creio que os meses de novembro e de dezembro mostraram um otimismo muito grande quanto ao futuro, e uma vontade grande dos consumidores em voltar a comprar nos próximos meses” acrescentou.

 

O técnico não descartou possibilidade de o ICF volte ao patamar acima de 100 pontos este ano, mais favorável ao consumo (o indicador vai até 200 pontos). “Estamos com essa expectativa [de retorno aos 100 pontos]. Não sabemos exatamente quando vai acontecer, mas acho que pode ocorrer este ano”, observou. “As condições de consumo, este ano, estão bem melhores [do que as do ano passado]. Os consumidores estão mais confiantes”, afirmou. Fonte: Valor online

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