Frequência de compras cai em 2019

Queda de 9% no último trimestre terminado em maio representa a maior redução comparando a série histórica

A instabilidade política e econômica que ainda se apresenta nos primeiros meses de 2019 continua impactando a performance das categorias de consumo massivo (FMCG) dentro do lar e ainda não apresenta sinais de recuperação. No último trimestre terminado em maio de 2019, houve uma redução de 9% na frequência de compra – valores indexados nos últimos três meses terminados em agosto de 2016 – aponta o levantamento Consumer Thermometer da Kantar, multinacional de painéis de consumo. O número representa a maior queda comparando a série histórica.

Neste período, entre as categorias que mais perderam participação no carrinho dos brasileiros, estão o chá pronto (-24%), cera para assoalho (-22,2%), bebida de soja (-14,3%), além de leite pasteurizado (-13%) e suco em pó (-11%). Em contrapartida, alguns produtos ganharam espaço e foram comprados mais vezes pelas famílias. Caso do petit suisse, que registrou aumento de 11% de frequência, seguido por produtos de barba (10%), limpador sanitário (9%) e molho para salada (8,3%).

“Apesar de cenário de retração, algumas tendências se consolidam no mercado nacional. São elas: a preferência pelas categorias práticas e de indulgência que continuam conquistando novos lares no Brasil e o crescimento do atacarejo como canal de compra”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar.

A categoria de mercearia doce, por exemplo, ganhou 2% em volume de unidades no ano acumulado. Neste período, sorvete, leite fermentado e azeite registraram aumento na presença nos carrinhos dos brasileiros. Analisando apenas os primeiros cinco meses de 2019, ganharam espaço também suco pronto e maionese.

Em relação aos canais de compra, o atacarejo continua avançando em participação de mercado e ganhou mais 2,5 pontos de penetração entre março e maio deste ano. Os supermercados de conveniência também se destacaram com melhora de 2,1 pontos de penetração no mesmo período.

No ano acumulado (últimos 12 meses terminados em maio), o recuo no volume de unidades foi sentido por todas as classes sociais e em todas as regiões do País. As classes AB registraram queda de 3,9% e apenas as classes DE tiveram leve crescimento com 0,7% de alta. Já. A região Sul é a que mais sofreu redução com perda de 4,4% em volume de unidades compradas.

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