ABAD apresenta pleitos para o projeto de redução do Custo Brasil

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O presidente Emerson Destro se reuniu nesta terça-feira, dia 16, com Jorge Luiz de Lima, CEO do Projeto de Redução do Custo Brasil, que faz parte da Subsecretaria Ambiente de Negócios e Competitividade, ligada à Secretaria de Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec). No encontro virtual, que teve também a participação do assessor jurídico da ABAD, Alessandro Dessimoni, e da coordenadora de Ambiente de Negócios para o Setor de Comércio, Márcia de F. Lins e Silva, foram apresentados os principais pleitos da entidade que podem contribuir para o processo de redução do Custo Brasil.

“Há anos lutamos para que normas e leis que dificultam nosso trabalho, reduzindo a produtividade e gerando custos desnecessários, sejam revistas. Felizmente, dessa vez, temos um governo disposto a quebrar esse ciclo vicioso e que busca a contribuição do setor produtivo. Portanto, temos uma janela de oportunidade sem precedente e vamos aproveitá-la para fazer as correções que precisam ser feitas”, afirmou o presidente da ABAD.

Com o apoio das filiadas estaduais, a ABAD fez um minucioso levantamento dos pleitos do setor para compor a Agenda Política 2020. O material destaca os entraves burocráticos, legais e infralegais da cadeia de abastecimento, com temas relevantes no ambiente legislativo e no executivo. Por fim, também são relatadas as ações fundamentais para a reduzir o tamanho da intervenção do Estado no setor.

Jorge Luiz Lima recebeu com entusiasmo o estudo e elogiou a disposição do setor. Disse que está trabalhando com afinco para entregar resultados até 2022. Sua equipe, disse ele, foi dividida para atender às demandas de todos os setores do varejo brasileiro. O papel dos representantes de cada entidade é dizer quais ações enxergam como fundamentais para se chegar ao objetivo do governo, que é reduzir o custo brasil em 1,5 trilhão de reais.

“Ninguém entende mais do setor produtivo do que vocês, e este é o primeiro pilar do nosso projeto. Vamos unir o conhecimento de vocês à equipe competente que temos e criar um sistema para acompanhar todas as demandas”, explica Lima.

Os pleitos da ABAD (CLIQUE AQUI para ver o documento na íntegra) serão agora inseridos em uma plataforma, por onde cada entidade poderá acompanhar o andamento da sua demanda e onde e porquê está parada. Se for necessário, representantes vão atuar no Congresso e no Executivo para cobrar celeridade e buscar soluções.

Projeto

O sistema, ao qual o Jorge Lima se refere, teve início com um estudo que analisou os principais entraves à competitividade do setor produtivo brasileiro, tendo como referência o ciclo de vida das empresas. Foram elencados indicadores nas 12 áreas consideradas vitais para a competitividade do setor empresarial. O diagnóstico apresenta uma comparação do custo de se produzir no Brasil em comparação à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O mapeamento realizado estimou o peso relativo entre os distintos elementos identificados. Essas estimativas buscam se aproximar do custo real enfrentado pelas empresas, avaliando qual seria a redução para elas caso tivéssemos hoje o nível médio da OCDE em todos os 12 temas em análise:

1.  Abrir um negócio
2. Financiar o negócio
3. Empregar capital humano
4. Dispor da infraestrutura
5. Acessar insumos básicos
6. Atuar em ambiente jurídico e regulatório eficaz
7. Integrar com cadeias produtivas globais
8. Honrar tributos
9. Acessar serviços públicos
10. Reinventar o negócio
11. Competir e ser desafiado de forma justa
12. Retomar ou encerrar o negócio

Para cada um dos indicadores analisados, partiu-se da lacuna existente entre a posição brasileira – mapeada por diversos estudos oficiais e a média de produtividade da OCDE. É uma estimativa abrangente, para a economia como um todo, que se aproxima bastante do custo real enfrentado pelas empresas.

Em relação aos encargos trabalhistas, por exemplo, comparadas com os países da OCDE, as empresas brasileiras gastam 11,4 pontos percentuais a mais dos seus custos totais com empregados em encargos (fonte: OCDE); em relação à carga tributária, identificou-se que empresas da OCDE dedicam, em média, 38% menos de seus lucros para pagar impostos do que empresas brasileiras (fonte: Banco Mundial); já sobre a complexidade tributária, países da OCDE gastam 89% menos tempo que o Brasil para preparar seus impostos (Fonte: Doing Business/Banco Mundial).

Também participaram do encontro, a coordenadora do projeto, Adriana de Azevedo Silva, e Oscar Attisano, superintendente executivo da ABAD.

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