Jovens e Sucessores debatem produtividade e gestão para melhor eficiência dos negócios

Entre as atividades realizadas na ABAD 2023 ATIBAIA, estava a Reunião do Grupo ABAD Jovens e Sucessores. Depois de realizar uma pesquisa para saber quais os temas mais atrativos a serem debatidos no momento, o Grupo optou por trazer Giuseppe Lotto, CEO da TEMSI do Brasil, para falar sobre produtividade e gestão.

Após a abertura de Patrícia Bonafé Turmina, presidente do Grupo, Lotto assumiu o microfone para uma verdadeira aula sobre os conceitos da produtividade e as maneiras de mensurar a eficiência dos processos empresariais internos.

“Em 2017, o Brasil ocupava a 50ª posição em produtividade, com PIB por hora de trabalho de US$ 16,34, ficando abaixo de países desenvolvidos e até mesmo de latinos como Uruguai, Argentina e Chile”, diz o executivo. Segundo ele, o trabalhador brasileiro é, hoje, apenas 17% mais produtivo do que era há 20 anos, sendo que, nos países de alta renda, como os da União Europeia, essa proporção é de 34%.

O que Lotto quer dizer com esses dados é que é preciso investir na cultura de produtividade do país, algo que caminha a passos muito lentos, principalmente por exigir esforço e empenho árduos, além de tempo e investimentos diferentes. “Esse é um assunto que exige a análise dos detalhes de cada processo. Cada segmento tem suas empresas, cada empress tem seus departamentos, cada departamento, seus processos e cada processo, suas atividades. A única forma de melhorar, de fato, a produtividade, é ir a fundo em como estão sendo realizadas essas atividades”, explica.

Com experiência em países europeus, o executivo traça um comparativo entre uma loja italiana e uma brasileira, afirmando que, na Itália, as lojas precisam de três vezes menos funcionários do que no Brasil. “Produtividade é um valor numérico, a medição de um processo e sua eficiência”, comenta.

Segundo ele, existem cinco perguntas simples que podem ser feitas para os gestores chegarem à real análise de como anda a produtividade na empresa:
– A empresa tem os dados reais do tempo que o trabalhador gasta na execução das tarefas?

– Quanto tempo cada operador perde aguardando atividades anteriores na operação?

– O que mais prejudica a execução das atividades dos colaboradores?

– Quais os colaboradores com maiores indicadores de produtividade?

– A empresa está atuando com a melhor maneira de execução dos processos?

“No Brasil, um funcionário que atua no caixa de uma loja tem um tempo ativo médio de 40%, o que significa que em 60% do tempo ele está sem atender o cliente”, computa enfatizando que inicialmente é preciso identificar as falhas e disseminar os conceitos de produtividade entre toda a liderança.

Outro ponto abordado pelo executivo diz respeito à adesão tecnológica, já que muitas empresas voltam seus esforços e investimentos à incorporação de tecnologias que nem sempre serão realmente atrativas para o dia a dia da corporação. “A inteligência artificial, por exemplo, precisa conversar com os outros sistemas da empresa. Será que essa companhia tem capacidade tecnológica para criar essa conexão? Será que os colaboradores podem entender e utilizar uma inteligência artificial?”, questiona.

Reconhecendo que o futuro está, claro, na incorporação de tecnologias, Lotto destaca que antes de todo esse investimento, é preciso conhecer e reconhecer os processos, pois sem isso, nenhum dinheiro aplicado será de fato transformado em valor.

Criado em 2006, o Grupo ABAD de Jovens e Sucessores é formado por sucessores de empresas atacadistas distribuidoras e visa proporcionar, à nova geração de gestores, um ambiente de crescimento profissional. O projeto se assemelha à execução de um MBA voltado à realidade do segmento atacadista distribuidor onde é possível aprender sobre importantes temas como economia, contabilidade, liderança e inovação, além de investir em networking.

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