Durante reunião da Comissão Mista de Orçamento (CMO), realizada na terça-feira, 14 de outubro, o senador Efraim Filho (União-PB), presidente da comissão, criticou a atual postura do governo federal em relação à política fiscal. Segundo ele, “há uma agenda diária de aumento de impostos” promovida pelo Ministério da Fazenda. A declaração veio acompanhada de uma crítica direta ao ministro Fernando Haddad: “é hora de cortar despesa, não de subir tributo”.
Na ocasião, Efraim anunciou o adiamento da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A mudança de data foi motivada pela necessidade de avaliar se o governo proporá alterações no texto em razão da frustração de receitas, sobretudo após a perda de validade da Medida Provisória que tratava da tributação de investimentos, retirada da pauta da Câmara antes de ser votada.
Para Efraim, no entanto, a estratégia do governo está equivocada, pois ignora o fato de que o equilíbrio fiscal “depende não só de arrecadação, mas de controle de gastos”. Ele encerrou o debate com um alerta: “se o foco continua sendo aumentar impostos, vamos afundar ainda mais a economia nacional”.
A crítica repercute diretamente também no ambiente de negócios da cadeia de abastecimento, que acompanha com atenção qualquer tentativa de aumento de carga tributária. O setor depende de previsibilidade fiscal e estabilidade econômica para manter seus investimentos e garantir competitividade.
Fonte: Newsletter da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS)










