Confiança em meio à incerteza

Neste período pré-eleitoral tão conturbado, empresários, analistas e a sociedade em geral vivem um clima de muita expectativa. Que Brasil emergirá das urnas em outubro?

Para ajudar a responder a essa pergunta e dar visibilidade às várias propostas de governo que estão em disputa, a Unecs – União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, entidade que tem a participação da ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, realizou em agosto um evento que levou cinco dos candidatos à presidência para um diálogo com 500 líderes e empresários dos setores de comércio e serviços. Também incentivamos que cada filiada ABAD faça um encontro com os candidatos ao governo em seu próprio Estado.

Além disso, trouxemos, nesta edição da revista, importantes resultados de uma pesquisa realizada pelo Ibope – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, que irá contribuir para as análises de cenário conduzidas pelas empresas e para que cada eleitor faça o melhor uso do seu voto.

Apesar do evidente clima de apreensão, especialistas afirmam que a paralisia econômica, derivada da cautela acerca de gastos, contratações e investimentos, deverá ser revertida a partir da definição do quadro político, mesmo que o presidente eleito não seja o preferido dos investidores. Afinal, para cada cenário é possível estabelecer uma estratégia; o que não se pode é planejar diante da incerteza.

Antevendo a retomada que virá, a ABAD tem transformado sua confiança em ações que visam aperfeiçoar os marcos legais que impactam o setor e melhorar o ambiente de negócios, preparando o o caminho para o crescimento.

No âmbito tributário, por exemplo, neste ano a ABAD já realizou duas reuniões no Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária e prepara, junto com sua assessoria jurídica, uma proposta unificada para o nosso setor – a qual incluirá  alterações no regime do ICMS-ST – que atenda a todos os Estados. Apesar da lentidão típica de um ano eleitoral, continuamos a trabalhar, junto ao legislativo, as pautas prioritárias do nosso setor – comercialização de MIPs (medicamentos isentos de prescrição) no varejo, novas regras para transporte de produtos perigosos, Lei do Distribuidor.

E continuamos, acima de tudo, a confiar no País e a defender a ética como fundamento maior tanto na vida pública como nas relações de negócios. Acreditamos que as reformas irão avançar, e que o Brasil reencontrará sua vocação de ser um grande País.

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