A Câmara dos Deputados instalou na quarta-feira (29 de abril, a comissão especial que vai analisar propostas para o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O colegiado realizou sua primeira sessão e elegeu o deputado Alencar Santana (PT-SP) para a presidência.
A reunião, prevista para o início da tarde, começou com atraso e formalizou a composição da comissão, formada por membros indicados pelas lideranças partidárias. Após assumir o comando, o presidente será responsável por definir o relator da matéria, etapa considerada central para o andamento dos trabalhos.
A instalação do colegiado ocorre em meio ao avanço de propostas que tratam da jornada de trabalho no país e deve concentrar os debates sobre os possíveis impactos da medida. Parlamentares indicam que a discussão exigirá análise técnica e articulação política, diante dos efeitos sobre trabalhadores, empresas e a economia.
Na avaliação da FCS – Frente Parlamentar de Comércio e Serviço, o debate precisa ser conduzido com cautela e baseado em evidências, considerando os impactos econômicos e sobre a empregabilidade, especialmente em setores intensivos em mão de obra. Os parlamentares da Frente defendem que eventuais mudanças na jornada de trabalho sejam acompanhadas de medidas que garantam segurança jurídica, preservem a competitividade das empresas e evitem efeitos negativos sobre a geração de empregos.
Turismo
Os impactos da proposta de mudança da jornada de trabalho 6×1, com foco especial no setor de turismo e hospedagem, foi o tema da reunião-almoço da FCS promovida no dia 29 de abril. O encontro reuniu parlamentares e representantes do setor produtivo para debater os reflexos econômicos e trabalhistas da medida.
O convidado foi o presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Orlando Souza, que apresentou dados sobre o impacto da proposta na hotelaria, bares e restaurantes. Segundo ele, mais de 90% dos trabalhadores desses segmentos seriam afetados pela mudança, sem evidências de geração de empregos. “Uma coisa é fazer a mudança, outra é fazer a mudança com o cuidado necessário”, afirmou. Parlamentares defenderam cautela e aprofundamento do debate.
Os parlamentares que participaram da reunião, conduzida pelo presidente da FCS, deputado Domingos Sávio (PL-MG), reforçaram a importância de um debate técnico e responsável, considerando os impactos sobre trabalhadores, empresas e a economia.










