Frente Parlamentar de Comércio e Serviços discute jornada 4×3 e alerta para riscos da PEC 8/2025

A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) tem debatido, com o apoio da UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), diferentes propostas que tratam da jornada de trabalho no Brasil. Entre elas, a PEC 8/2025, que propõe a adoção da jornada 4×3 — quatro dias de trabalho seguidos por três dias de descanso.

A FCS defende que eventuais mudanças nesse tema sejam conduzidas com responsabilidade, diálogo e equilíbrio, de modo a evitar consequências negativas para o setor produtivo. “A UNECS apoia integralmente a iniciativa da FCS de construir uma proposta alternativa. O país precisa de soluções que garantam a competitividade das empresas e protejam os empregos, sem comprometer direitos nem gerar insegurança jurídica”, afirma o presidente da Unecs e da ABAD, Leonardo Miguel Severini.

Entre os riscos apontados pela Frente com relação ao modelo 4×3 proposto na PEC estão:

  • Aumento de preços: o crescimento dos custos operacionais pode ser repassado ao consumidor, elevando o valor de produtos e serviços;

  • Automação e redução de empregos: para conter despesas, empresas podem acelerar processos de automação, reduzindo postos de trabalho;

  • Ameaça aos pequenos negócios: com menor capacidade de absorver custos adicionais, pequenos empreendimentos podem reduzir operações ou encerrar suas atividades.

Diante desse cenário, a FCS, trabalha na formulação de um texto alternativo, que promova a flexibilidade com responsabilidade, respeitando o descanso semanal remunerado, os princípios da proteção social e as condições de saúde física e mental dos trabalhadores.

A UNECS e a FCS seguem comprometidas com a construção de um ambiente regulatório que valorize a negociação coletiva, assegure segurança jurídica e incentive a geração de empregos formais, especialmente no setor de comércio e serviços — um dos maiores empregadores do país.

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